Quarta-feira, 25 de março de 2026

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Tecnologia Elon Musk pretende demitir 75% dos funcionários do Twitter

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Bilionário afirmou que o mecanismo é "excessivamente complexo" e não compreendido totalmente. (Foto: Reprodução)

O Elon Musk estaria disposto a demitir 75% dos funcionários do Twitter, revela uma reportagem do jornal The Washington Post. Em uma reunião com investidores, o bilionário teria afirmado que gostaria de operar com a rede social com a menor equipe possível, reduzindo o corpo de colaboradores de 7,5 mil para cerca de 2 mil.

A intenção do CEO da Tesla seria colocar o Twitter no padrão “Skeleton crew”, termo em inglês que significa “o número mínimo de pessoal necessário para operar e manter um item em seus requisitos operacionais mais simples”. Segundo a notícia, o bilionário acredita que a rede social está “inchada” e que reduzir a quantidade de funcionários tornaria a empresa mais eficiente.

No começo do mês, Elon Musk renovou sua oferta de compra do Twitter com o valor original de US$ 44 bilhões (R$ 230 bilhões em conversão direta). Para o bilionário, a aquisição do Twitter pode impulsionar o desenvolvimento do X, o “app de tudo”, uma nova plataforma que reunirá mensageria, redes sociais, serviços de pagamentos, compras online e delivery de comida em moldes semelhantes ao chinês WeChat.

De acordo com a reportagem, o corte no número de funcionários reduziria o gasto com pagamentos de US$ 1,5 bilhão para US$ 800 milhões em 2023. Além disso, as demissões poderiam começar antes mesmo que o CEO oficialize a aquisição.

Intenção

Ainda é cedo dizer, porém, que a intenção do Elon Musk seja enfraquecer o Twitter a ponto de sacrificá-lo pelo X. Apesar de não ser tão popular quanto o Instagram, o TikTok e o Facebook, a Rede do Passarinho Azul está muito bem estabelecida com sua dinâmica de publicações em textos rápidos, ideal para opiniões, pensamentos e compartilhamento da vida pessoal.

É fato, porém, que Elon Musk não aprova a forma com que o Twitter modera o conteúdo que circula na plataforma. O CEO já prometeu dar mais “liberdade de expressão” para os usuários do app e, por vezes, se mostrou contra o que chama de “onda de cancelamentos” que acontece na rede.

Para a ex-cientista de dados do Twitter Edwin Chen, a onda de demissões pode causar uma enorme insatisfação nos funcionários que ficarem, possivelmente causando ainda mais saídas. “Vai haver serviços fora do ar e pessoas sem conhecimento para colocá-los para funcionar novamente”, pontuou. Tamanha pressão faria com que esses colaboradores restantes saíssem da empresa por conta própria.

A redução do corpo de funcionários da plataforma pode “sucatear” alguns setores da rede social no médio ou no longo prazo — e é possível que um dos setores mais afetados seja o de moderação de conteúdo. Tudo isso, porém, é apenas especulação.

Contudo, também há a possibilidade de o X virar parte do Twitter (ou vice-versa), e ambos se tornarem uma grande plataforma unificada. A mudança poderia reforçar modalidades em que o Passarinho Azul não consegue ir tão bem, como na monetização de conteúdo, e fortalecê-lo frente aos concorrentes mais robustos.

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