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Economia Elon Musk vai lançar no Brasil internet por satélite no celular

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A operação funciona como uma espécie de banda larga fixa, que requer uso de roteadores para conexão. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O bilionário Elon Musk está se preparando para ampliar negócios no Brasil. A Starlink, sua operadora de internet por satélite, encaminhou em fevereiro um pedido oficial para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberar o lançamento do serviço direto nos celulares em 2027.

A Starlink já vem crescendo a passos largos por aqui. O Brasil se tornou o segundo maior mercado para o grupo, com mais de 1 milhão de clientes, atrás apenas dos Estados Unidos.

A operação funciona como uma espécie de banda larga fixa, que requer uso de roteadores para conexão. Agora, a Starlink pretende entrar no ramo de internet móvel nos smartphones diretamente via satélites, sem a necessidade de roteadores, redes ou antenas no solo.

Essa tecnologia, inédita no Brasil, é chamada direct to device (D2D). Ao redor do mundo, pouco mais de uma dezena de países já contam com esses serviços, a maioria em fase experimental. A Starlink trabalha com D2D nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Chile, por exemplo.

Representantes da empresa de Musk têm feito viagens a Brasília nos últimos meses para tratar do tema com a Anatel. A empresa visa usar a frequência de 2 Ghz (banda S) para o D2D. O tema ganhou senso de urgência após a Anatel conceder autorização, neste mês, para a AST Space Mobile, do Texas, operar o D2D no Brasil numa faixa da banda S, o que reduz parte do espaço para a Starlink. A companhia de Musk, por sua vez, comprou, em 2025, da Echostar, que detinha direito de uso da banda S por aqui. Agora, a transferência da licença requer autorização da Anatel.

Em paralelo aos temas regulatórios, Starlink tem discutido questões comerciais com outras companhias no Brasil. Uma das agendas está sendo tocada com os principais fabricantes – Apple, Samsung e Motorola – para estimular o lançamento de mais modelos de celulares aptos a rodar na frequência de 2 Ghz, o que hoje está limitado a poucos aparelhos.

Outra negociação envolve as grandes operadoras – Vivo, Claro e TIM. A Starlink planeja firmar parceria com uma ou mais delas para comercializar os planos de internet D2D.

Segundo fontes, a empresa de Musk se vê como um serviço complementar à internet móvel tradicional, e não uma concorrente direta. Para o novo serviço da Starlink se concretizar, ainda será necessário a empresa lançar uma nova geração de satélites em órbita, o que está previsto para ocorrer entre o fim de 2026 e início de 2027. Procurada, a Starlink não fez comentários.

O D2D é importante para ampliar a cobertura do serviço móvel em áreas remotas ou de difícil acesso, onde a rede terrestre não chega. Além disso, ela terá um papel importante em casos de desastres naturais e outras emergências, quando a infraestrutura terrestre estiver danificada, sem energia ou inoperante por qualquer motivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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