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Brasil Em 2015, 44% dos programas de obras federais ficaram sem verba

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Economista GIl Castello Branco atribui o problema ao ajuste fiscal e à incapacidade do governo de cortar despesas (Foto: Reprodução_

A dificuldade do governo em equacionar o descompasso entre o crescente aumento de gastos obrigatórios e a queda na arrecadação tributária resultou, no ano passado, em um profundo corte de investimentos. Conforme estudo da ONG Contas Abertas, dos 2.229 programas federais com dotação orçamentária inicialmente aprovada, 980 ficaram sem qualquer desembolso, ou seja, 44% do total, contra 36% em 2014.

Representantes dos ministérios, por sua vez, justificam que alguns projetos não obtiveram desembolso referente ao orçamento de 2015 porque ainda não foram licitados ou não tiveram as obras iniciadas. De transportes a saneamento básico, o contigenciamento atingiu todos os setores, paralisando obras e ampliando os índices de desemprego.

O aperto do governo, a falta de confiança do setor privado e as denúncias da Operação Lava-Jato contra empreiteiras ajudaram a derrubar a taxa de investimentos, que caiu de 20,2% no terceiro trimestre de 2014 para 18,1% no mesmo período do ano passado no País.

“O discurso inicial de que a área social não seria afetada acabou não se confirmando”, lamenta o economista Gil Castello Branco, secretário-geral da Contas Abertas, responsável pelo estudo. Ele avalia que a execução orçamentária foi gravemente afetada em 2015 pelo ajuste fiscal e pela incapacidade do governo de cortar despesas obrigatórias. (AE)

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