Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2024
Nos áudios, Cid diz que a Polícia Federal queria que ele desse uma determinada versão dos fatos.
Foto: Lula Marques/Agência BrasilO ex-ajudante de ordens Mauro Cid confirmou na sexta-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o que disse em sua delação premiada. Cid também disse que não sofreu pressão de autoridades no processo da delação.
Ele prestou depoimento com o intuito de explicar os áudios gravados com a voz dele e que se tornaram públicos após reportagem da revista Veja. O depoimento desta sexta foi para o desembargador Airton Vieira, magistrado instrutor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Perguntado sobre os áudios, Cid reconheceu as próprias falas e disse que “a conversa privada, informal, privada, particular, sem intuito de ser exposta entrevista de grande circulação.”
O tenente-coronel afirmou que “não lembra para quem falou essas frases de desabafo, num momento ruim” e que “ainda não conseguiu identificar quem foi essa pessoa.” Ele disse que a conversa “possivelmente” ocorreu por telefone.
Questionado sobre a quem se referia em pontos dos áudios em que fala sobre outras pessoas a serem presas, o tenente-coronel afirmou que o áudio foi um “um desabafo, quer chutar a porta e acaba falando besteira” e que falou de maneira genérica, “em razão da situação que está vivendo”.
Interrogado pelo desembargador sobre quem seriam os policiais que o teriam pressionado a falar algo que não soubesse, disse que “nunca houve induzimento às respostas”.
Cid explicou que os policiais, quando começavam as perguntas, tinha uma outra visão dos fatos. E que Cid então relatava o que, segundo ele, realmente tinha ocorrido.
“Eles tinham outra linha investigativa e a versão dos fatos era outra. Ele explica como tinha ocorrido. Os policiais traziam os fatos na forma que estavam investigando”, disse Cid sobre ter afirmado que, ao realizar a delação, os policiais não acreditavam no que ele contava.
Ele também sustentou que nenhum policial forçou respostas e que ele quer manter o acordo de delação. Como Cid descumpriu as regras da delação, o STF pode decidir romper o acordo.
Nos áudios, Cid diz que a Polícia Federal (PF), nas audiências da delação, queria que ele desse uma determinada versão dos fatos.
“Queriam que eu [Cid] falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”. Ele também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Os áudios
Cid é tenente-coronel e uma das pessoas mais próximas de Bolsonaro durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cid é investigado, assim como Bolsonaro e outros políticos e militares, em inquéritos que investigam tentativa de golpe de Estado e fraude em cartões de vacina.
Quando concordou com a delação premiada, Cid estava preso preventivamente. Pelas regras da delação, ele se comprometeu a contar o que sabe em troca da diminuição de uma eventual pena. Em seguida, ele foi solto e pôde ser investigado em liberdade.
Ao gravar os áudios, Cid desobedeceu regras da delação, como fazer comentários sobre o acordo, que está em sigilo. O Supremo também entendeu que ele tentou obstruir a Justiça ao fazer as gravações. Por isso, ele foi preso após o depoimento desta sexta.
“Diante da necessidade de afastar qualquer dúvida sobre a legalidade, espontaneidade e voluntariedade da colaboração de Mauro César Barbosa Cid, que confirmou integralmente os termos anteriores de suas declarações, torno pública a ata de audiência realizada para a oitiva do colaborador”, escreveu Alexandre de Moraes.
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Misturar fanáticos de seitas religiosas e milicos golpistas na política, vira isso aí.
Tu sabes alguma coisa do processo ??? E antes dos teus achismos, vai ler a coluna do desembargador Amilcar Macedo, logo abaixo da coluna do teu jornalista preferido…
Não. Só se ele cometesse crime no quartel. Ele cometeu crime fora do quartel, numa funçaõ NÃO MILITAR ( CIVIL) portanto deve responder aos crimes no âmbito civil. Se for julgado no tribunal Militar vai ocorrer o que ocorreu com o mito, que tentou detonar um quartel, foi julgado e expulso do Exército com todos os direitos preservados, inclusive com salários vitalícios para suas esposas e filhas. Pau nesses milicos corruptos que querem se meter na política. O mesmo deve acontecer com esses fanáticos de seitas religiosas que estão aí conspirando contra a DEMOCRACIA.
Por ser militar, toda esta investigação envolvendo militares não deveria ser da competência do Superior Tribunal Militar ???
Prender golpistas faz bem à democracia
Pensa em um mentiroso!!! Ainda não abriu o bico!
A coragem de Lula e a covardia de Bolsonaro
Graças ao presidente Lula, que tem agido com frieza e serenidade numa situação instável, existem condições políticas para levar ao banco dos réus Bolsonaro e os oficiais golpistas