Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Brasil Em baixa nas intenções de voto, o presidenciável Álvaro Dias criticou as pesquisas eleitorais

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Candidato do Podemos questionou a competência de seus adversários. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) culpou o atual sistema político e o que considera ser uma contradição das pesquisas eleitorais para explicar seu baixo desempenho nas pesquisas eleitorais, que não o colocam com 4% das intenções de voto. Ele também defendeu a necessidade de“refundação da República”.

“Estamos participando da campanha mais injusta, desonesta e antidemocrática de todos os tempos em função de uma legislação que foi arquitetada no Congresso Nacional para limitar a renovação politica. Introduziu-se uma imoralidade que é o fundo eleitoral e fez-se uma distribuição ao sabor de conveniências”, aformou Dias em entrevista à imprensa.

O presidenciável do Podemos também ressentiu-se dos efeitos das pesquisas eleitorais na campanha: “Decide-se quais são os favoritos antes de começar a campanha eleitoral. Mesmo que com base em pesquisas equivocadas, sem base real, parte-se de uma base irreal para definir o rumo da eleição. É um sistema operando nas sombras”.

Ele vê, ainda, uma contradição entre as pesquisas qualitativas, em que os eleitores manifestam “preferência por um político honesto e com experiência”, e as quantitativas, que colocam à frente Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT): “Esse é um fenômeno a ser decifrado. O que eu concluo é que é um desestímulo à boa pratica política”.

Apesar disso, Dias afirmou que, se a campanha recomeçasse agora, não faria nada diferente. “O que eu não tive foi auditório para falar. Nós pensamos que as pessoas estão nos acompanhando, mas elas estão distantes, desinteressadas e revoltadas porque a política no Brasil apodreceu.”

O candidato também vê o crescimento de seus adversários como uma “conspiração contra o bom senso e a lucidez” e coloca parte da culpa no sistema financeiro. “Sinto o peso de uma mão grande do sistema financeiro com o apoio do sistema politico que tem interesse na preservação da prática atual, do fisiologismo e do adesismo. O Brasil não sai desse buraco se esse sistema prevalecer.”

Sérgio Moro

Álvaro Dias voltou a dizer que, se eleito, convidará o juiz federal Sérgio Moro para ser seu ministro da Justiça: “Perguntarei se ele aceita. Caso sim, o cargo será dele. Se não aceitar, pedirei que me ajude a escolher alguém com o seu perfil. Eu fiz isso como uma homenagem. Ele é um ícone da nova Justiça”.

O senador também afirmou que, se eleito, pretende transformar a Operação Lava-Jato como uma política de Estado, fortalecendo o Ministério Público e a Polícia Federal. Ele ainda defendeu a redução da maioridade penal para 15 anos.

Também recusou assumir qualquer apoio em caso de segundo turno ou abrir mão de sua candidatura para evitar que Bolsonaro e Haddad avancem. “Não faria isso porque tenho esperança. Eu não seria um candidato honrando as pessoas que acreditam em mim. Eu seria um covardaço.” Ao comentar brevemente sobre seus adversários, evitou criticar apenas Ciro Gomes (PDT). “Ele está em sua terceira eleição e deveria me apoiar”.

Sobre Bolsonaro, Alvaro Dias desejou que se recupere “para curtir curtir a vida nas praias cariocas, mas governar o Brasil é para gente competente”. Fernando Haddad foi definido como “porta voz da tragédia” e a respeito de Geraldo Alckmin afirmou que o tucano representa a “manutenção do sistema”.

O presidenciável disse ver Marina Silva “sem força e sem energia necessárias para o enfrentamento de um momento tao delicado”. Já Henrique Meirelles “teve nove anos ficou devendo muito, defendeu os interesses do sistema financeiro e deixou o país endividado”.

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