Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Janja da Silva, receberam nesta quarta-feira (2) o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto.
Lula afirmou, no X, que o encontro durou cerca de 40 minutos e que os dois conversaram sobre “impactos das mudanças climáticas e as iniciativas do governo brasileiro de proteção ao meio ambiente”. DiCaprio, segundo o presidente, contou como conheceu o Xingu, há 25 anos, e relatou a amizade com o cacique Raoni.
O ator estava acompanhado de representantes da Re:wild, uma organização ambiental global sem fins lucrativos, fundada em 2021 com a participação de DiCaprio, com foco na restauração ecológica.
A Re:wild, segundo a própria organização, também atua em parceria com comunidades indígenas, governos e cientistas para a recuperação de ecossistemas e proteção de espécies ameaçadas de extinção.
“Hoje, conversei com Leonardo DiCaprio sobre o papel fundamental das mulheres na preservação dos nossos territórios e sobre como a bioeconomia pode gerar trabalho, renda e desenvolvimento sem destruir a natureza”, afirmou Janja em uma rede social após o encontro com o ator.
“Falamos da Amazônia, dos povos indígenas, do combate às mudanças climáticas e da importância de unir governo, comunidades e sociedade na construção de um futuro sustentável”, completou a primeira-dama.
Alvo
Em 2019, uma declaração do então presidente Jair Bolsonaro sobre Leonardo DiCaprio repercutiu internacionalmente.
Na ocasião, sem apresentar provas, Bolsonaro acusou o ator e a ONG WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil.
“Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia”, disse Bolsonaro a apoiadores no Palácio da Alvorada em novembro de 2019.
Bolsonaro deu a declaração no contexto da prisão de quatro brigadistas na região de Alter do Chão, no Pará, que foram presos pela Polícia Civil do estado por suspeita de atear fogo na floresta com a finalidade de obter doações.
As prisões foram criticadas por entidades ambientalistas que apoiavam a atividade de brigadistas.
Na oportunidade, o Ministério Público do Pará disse que não havia indícios do envolvimento de brigadistas e que investigava a ação de grileiros em Alter do Chão. O chefe da investigação da Polícia Civil foi afastado e a Justiça do Pará determinou a soltura dos brigadistas.
À época, as declarações de Bolsonaro repercutiram negativamente fora do país. Os jornais americanos “Washington Post” e “New York Times” destacaram que o presidente do Brasil criticou DiCaprio após incêndios na Amazônia e afirmaram que Bolsonaro não ofereceu nenhuma prova. O britânico “The Guardian” diz que Bolsonaro acusou falsamente o ator de ter pago pelos incêndios. (Com informações da CNN Brasil)
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