Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

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Armando Burd Em busca de apoios para garantir registro

Para garantir participação nas eleições deste ano, o futuro partido do presidente Jair Bolsonaro recolhe assinaturas em todo o país. (Foto: EBC)

São desencontradas as informações sobre o número de assinaturas até agora obtidas para o registro da Aliança pelo Brasil na Justiça Eleitoral. Circula que não chegou à metade das 492 mil necessárias. Presume-se que inclui tática dos organizadores para não desmobilizar a campanha. O prazo limite será 4 de abril. Não haverá surpresa se o partido do presidente Jair Bolsonaro alcançar o dobro.

Saltando o muro

Faltam 46 dias para abertura da janela. De 5 de março a 3 abril, vereadores poderão mudar de partido para concorrer às eleições majoritárias ou proporcionais de outubro sem incorrer em infidelidade.

O que pesa

Nas trocas, dará de tudo: fulano sairá de um partido porque beltrano ficará; sicrano vai aderir ao governo porque um concorrente está disposto a combatê-lo. Não será difícil concluir que propostas de gestão, doutrinas e ideologias servem para enganar eleitores. Prevalecerão interesses pessoais. Haverá exceções que não conseguirão vencer a mediocridade do dia a dia da política.

É preciso forçar?

Desde a Constituição de 1946, o voto é obrigatório no Brasil. Seguimos a regra de 21 outros países, 12 dos quais latino-americanos.

Um grupo de parlamentares quer provocar o tema no Congresso Nacional, alegando que o voto obrigatório produz decisões desorientadas e disso resultam deformações. Alegam que, se tivéssemos votos convictos, seriam melhores os governantes e os legisladores. Sem obrigatoriedade, ganharíamos mais em qualidade.

Outro ângulo

Para o ex-senador Pedro Simon, a punição pela abstenção no Brasil é tão irrisória que, na prática, o voto acaba não sendo obrigatório.

O valor da multa é de 3 reais e 51 centavos.

Não passou

A última tentativa de instituir o voto facultativo ocorreu em 2012, tendo sido rejeitada no ano seguinte. O autor foi o deputado federal Ricardo Ferraço, do MDB do Espírito Santo, que justificou: “Não se pode obrigar alguém que não se interesse minimamente pela coisa pública a escolher entre candidatos sobre os quais nada sabe e que, se eleitos, cumprirão funções que ignora quais sejam.”

Escolha superficial

Outros argumentam que o voto facultativo vai melhorar a qualidade da representação política. Muitos votam sem fazer a avaliação devida que o gesto merece. Acabam escolhendo qualquer um. A consequência todos sabem qual é.

Sob pressão

Nas negociações dos projetos com a Assembleia Legislativa, o governo demonstra que o menor caminho entre dois pontos às vezes pode ser uma curva.

Descontrole

O dia 19 de janeiro de 1998 entrou para história: o governo federal comprovou que, dos 30 bancos sob controle de Estados, 19 tinham balanços com prejuízo. Nove estavam condenados à falência. O socorro de 38 bilhões de reais veio às pressas. Só para o poderoso Banco do Estado de São Paulo, nada menos do que 26 bilhões. A conta, é claro, recaiu sobre contribuintes de impostos.

Dilema

A cada final de greve do magistério estadual, pais têm uma certeza: os filhos não vão recuperar os conteúdos que deixaram de ser repassados pelos professores ausentes das salas de aula. Ficam também com dúvida: não vale a pena uma revisão no orçamento familiar, apertando aqui e ali, para matricular o filho numa escola particular?

Muitos aceitam a redução no consumo para que os filhos cursem escolas sem paralisações, habilitando-se melhor para o futuro.

Vale tentar

Nos períodos de greve, em que os conflitos entre o Cpers e o governo se intensificam, tem faltando a participação de pais na mesa de negociações. Podem vir a ser o algodão entre os cristais.

Inevitável

No ensino público estadual, a única certeza é de que este ano haverá nova greve. É assim desde 1979 e nada indica a possibilidade de mudança.

Ascendência do poder

Governos têm capacidade para fazer qualquer coisa, até sem saber bem o quê.

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