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Brasil Em carta, Delcídio nega ameaça a senadores e diz não ter ódio

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Delcidio do Amaral
O senador disse que o "injusto encarceramento" o afastou da vida política e social, mas não o "exonerou da coerência e da razão". (Foto: Reprodução)

Preso pela Operação Lava-Jato, o ex-líder do governo Delcídio do Amaral mandou entregar uma carta aos 80 senadores nessa sexta-feira (26) negando ter feito ameaças aos colegas para salvar seu mandato no Conselho de Ética.

Na carta, o senador diz que as ameaças são “falsas e delirantes” e que o “injusto encarceramento” o afastou da vida política e social, mas não o “exonerou da coerência e da razão”.

Imagem da carta de Delcidio a senadores

Imagem da carta de Delcídio a senadores. (Foto: Reprodução)

“Ódio e revanchismo não ocuparam minha imaginação”, disse. No texto, o senador afirma ainda que “alguns órgãos de mídia […] publicaram inverdades imputando-me a propagação de ameaças e constrangimentos aos meus pares no Senado, com o objetivo de evitar uma eventual cassação do meu mandato parlamentar.”

A carta de Delcídio faz parte da estratégia do senador de convencer os parlamentares a preservarem o seu mandato no conselho. A preocupação do petista é que, caso perca o foro privilegiado, o seu processo seja investigado pelo juiz Sergio Moro, à frente da Lava-Jato em Curitiba.

Delcídio foi preso em novembro de 2015 por tentar atrapalhar as investigações da operação Lava-Jato. A decisão da prisão do senador foi baseada em uma gravação em que ele aparece oferecendo dinheiro e um plano de fuga para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, para que Cerveró não o citasse durante delação premiada. A delação foi feita pelo filho de Cerveró, Bernardo.

O senador ficou 87 dias preso em Brasília, período em que ficou afastado das atividades parlamentares, mas continuou recebendo salários e benefícios. No dia 19 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal revogou a prisão e o senador, que está suspenso do PT, poderia voltar ao Senado. Delcídio, no entanto, solicitou uma licença médica por 15 dias e ainda não voltou às atividades. (Andréia Sadi/AG)

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