Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2017
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ser alvo do ex-ministro Antonio Palocci, preso na Operação Lava-Jato. Em conversa com um advogado, Palocci informou que, juntamente com o líder petista, teria sido beneficiário de um terço de propinas pagas durante a criação e montagem da empresa Sete Brasil, em 2010. Lula soube do relato e rebateu, em entrevista a uma rádio de Natal (RN).
A Sete foi uma sociedade de propósito específico, formada para a construção de 29 sondas destinadas à exploração de petróleo pela Petrobras, na camada do pré-sal. Na época, a previsão do governo Lula era a de que a empresa (hoje em processo de recuperação judicial) atrairia investimentos de pelo menos 25 bilhões de dólares até o ano 2020 – deste montante, 8 bilhões de dólares foram colocados no projeto por fundos de pensão estatais, bancos públicos e privados, além de empreiteiras como a Odebrecht e a Queiroz Galvão.
A declaração de Palocci ocorreu durante consulta à sua defesa na quarta-feira da semana passada, na véspera de ser interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal a que responde na Justiça Federal de Curitiba (PR) por corrupção. O ex-ministro queria saber da possibilidade de fechar acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
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