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Notícias Em culto em Goiânia, Michelle Bolsonaro diz que eleição é “guerra espiritual”

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"Qualificamos mulheres", afirmou a senadora sobre o trabalho com Michelle. (Foto: Bruno Fernandes)

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, afirmou durante culto em Goiânia neste sábado que a disputa eleitoral do Brasil em 2022 é uma “guerra espiritual”, repetindo um discurso que havia sido feito pela ex-ministra e senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares Alves. A dupla estava acompanhada de outras parlamentares, neste que foi o primeiro evento do grupo Mulheres com Bolsonaro, que terá outros eventos em capitais do país nos próximos dias.

Michelle disse que, apesar de o marido, o presidente Jair Bolsonaro, ser católico, ela, como serva de Deus, tem consciência do mundo espiritual:

“Aí entende que não é uma guerra política, como foi bem colocado aqui, é uma guerra espiritual, onde a gente luta contra a luz das trevas, contra o mal que quer ser instalado no nosso país. E a gente vê como o inimigo é sujo, é astuto, agindo dentro da casa do Senhor”, afirmou Michelle durante culto na Assembleia de Deus Ministério Fama.

A primeira-dama ainda disse que ela e o marido querem a reeleição não por “status” ou porque é “chique”, mas para dar continuidade ao trabalho.

Esse discurso estava alinhado com o da senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), que falou antes, alegando que se manifestava como pastora, e não como senadora ou ex-ministra:

“Não está fácil, irmãos, não está fácil. E acreditem: não é uma disputa política que estamos vivendo, é uma guerra espiritual”.

Damares disse que na igreja ela tinha um “manto constitucional” para se expressar, e por isso falava coisas que não poderia dizer “lá fora”, mas que estava protegida pela liberdade constitucional de manifestar sua fé. Ela exaltou feitos do governo Bolsonaro e falou sobre como seria sua atuação como senadora, ao dizer que os atuais parlamentares cristãos não conseguem pautar projetos de interesse da comunidade sob o argumento de que não haveria clima político.

Também presente no evento, a missionária Izaura Cardoso, que é primeira suplente do senador eleito por Goiás Wilder Morais (PL) e esposa do senador Vanderlan Cardodo (PSD), também pediu para que a comunidade “gerasse frutos”:

“Gere frutos todo dia. Visite pelo menos 22 pessoas e gere fruto nelas. Visita todo dia na tua escola, no teu bairro, 22 pessoas todo dia”, disse ela, citando o número de Bolsonaro nas eleições.

Espaços religiosos são classificados como “bens de uso comum”, e por isso a lei veta que a cerimônia religiosa se transforme em um ato de propaganda eleitoral — é proibido, por exemplo, exibir placas, faixas, pinturas, etc. A jurisprudência nas cortes eleitorais, no entanto, indica que manifestações individuais de pastores, declarando a preferência por determinado candidato não violam a legislação e fazem parte da liberdade de expressão.

Além delas, a deputada Celina Leão, que foi eleita vice-governadora do Distrito Federal, estava na agenda, que incluiu quatro compromissos do grupo Mulheres com Bolsonaro em Goiânia. Nas redes sociais da parlamentar, ela e Damares chamaram para os próximos eventos em Belém, Macapá e São Luis.

 

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