Domingo, 07 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de novembro de 2015
Quando viu pela TV o que estava acontecendo em Paris (França) na noite de 13 de novembro, Cédric (nome fictício) se desesperou. Puxou o filho de 4 anos de lado e se lançou em um discurso frenético sobre a guerra na Síria, o jihadismo e o Daesh (a sigla em árabe que os franceses usam para se referir ao Estado Islâmico); falou em pessoas se explodindo e outras sendo assassinadas. O menino não compreendeu tudo, mas compreendeu uma mensagem: é preciso trancar as portas.
Uma brasileira explicou ao filho que “homens maus que não gostavam da França haviam machucado muitas pessoas”. Depois, falou à criança que não poderiam mais ir ao circo no fim de semana. “Por quê? Os homens maus vão machucar os palhaços?”, perguntou o garoto.
Em uma charge exposta no memorial às vítimas da casa de shows Bataclan, um adulto olha para uma menina e se pergunta, resumindo o dilema dos pais franceses nestes dias: “Como explicar às crianças o inconcebível? Aquilo que ultrapassa o entendimento?”. A portuguesa Cíntia de Oliveira estava na Praça da República ajudando a filha de 2 anos e meio a acender velas em memória dos mortos nos ataques. “Ela ainda é muito pequena, mas tentei explicar que estamos vivendo uma situação muito complicada mas que precisamos ficar unidos.”
Os comentários estão desativados.