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Política Em encontro entre Lula, Fachin e Alexandre de Moraes anistia é tratada como afronta ao Supremo

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Moraes, Lula e Fachin (ao centro da imagem) posaram para foto em frente ao relógio destruído durante os ataques do 8 de janeiro.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
O comércio virou moeda de troca geopolítica, um tabuleiro onde Brasília tem dificuldade de se mover. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O projeto de lei que anistia os envolvidos no 8 de janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro foi tratado como uma afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) em encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do STF.

A conversa ocorreu na tarde dessa terça-feira (16) no Palácio do Planalto, quando Fachin entregou a Lula o convite de sua posse como presidente da Corte. A solenidade está marcada para o próximo dia 29.

Ainda durante a visita de Fachin e Moraes a Lula, a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado foi tratada como inconstitucional. O Palácio do Planalto está numa cruzada para impedir o avanço na anistia no Congresso. A articulação política do governo acionou ministros do Centrão para mobilizarem suas bancadas a votarem pela derrubada da urgência.

Fachin assumirá a chefia do Poder Judiciário para o biênio 2025-2027, com o fim da gestão do ministro Luís Roberto Barroso. Na vice-presidência tomará posse o ministro Alexandre de Moraes e, por isso, acompanhou Fachin na entrega do convite.

Lula, Fachin e Moraes posaram para foto em frente ao relógio de Balthazar Baltimore, destruído durante os ataques do 8 de janeiro. Fabricado no Século XVII, foi um presente da corte francesa para Dom João VI e foi trazido ao território brasileiro pela família real portuguesa em 1808. A relíquia foi reparada após uma parceria do governo brasileiro com a embaixada suíça.

Anistia “light”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a aliados nos últimos dias que é favorável a um acordo com o Centrão para reduzir as penas dos condenados sem que a medida afete o ex-presidente Jair Bolsonaro. A portas fechadas, o petista argumenta que ficou 580 dias preso e sabe como é difícil passar por essa situação. A opinião de Lula diverge da posição oficial do PT e de ministros do governo, que não admitem em público nenhum tipo de alívio para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado.

O aval de Lula nos bastidores abre caminho para governistas defenderam em negociações internas no Congresso um meio-termo para a anistia.

As negociações entre PT e Centrão para uma anistia “light”, contudo, podem acabar desgastando Lula, na avaliação de parte da base aliada. Governistas ficaram incomodados com a digital petista na manobra do Centrão que ressuscitou o voto secreto para autorizar abertura de processo criminal contra parlamentares.

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Victor Saib
18 de setembro de 2025 00:35
Anderson Cardoso da Silva
18 de setembro de 2025 01:36

Mas os subversivos do Brasil. tiveram uma anistia , quer dizer …aí foi aplaudida..
reunião de governo com justiça?

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