Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2021
O deputado cassado Eduardo Cunha (RJ) acaba de lançar um livro em que, naturalmente, tenta complicar a vida de quem não ajudou o ex-parlamentar desde que foi preso (em 2016) e elogiar quem ainda pode apoiá-lo. Ele vem usando o trunfo da publicação há dois anos para obter vantagens. E ele já anuncia um novo livro.
A obra traz histórias que a polícia e o Ministério Público recusaram a aceitar, em delações tentadas, pela inconsistência e falta de elementos de corroboração. Uma passagem, reproduzida pela revista “Veja”, antecipa em um ano a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, em um acidente de avião.
Cunha diz que, dada uma suposta relação de Joesley Batista com o também ministro da Corte Edson Fachin, eles combinariam de o relator julgar o caso do deputado em agosto de 2016. Acontece que Fachin só receberia os processos de Zavascki no ano seguinte. Em 2016, o relator da matéria ainda era Teori, que foi quem deu cartão-vermelho a Cunha.
Eduardo Cunha, como se sabe, montou um bloco próprio na Câmara ajudando a financiar a campanha de algumas dezenas de deputados. O dinheiro, naturalmente, foi obtido de empresas que tinham de pagar para não serem fuziladas nas CPIs que Cunha engendrava. Mas essas histórias não entram no livro.
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