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Mundo Em Nova York, mais de 500 policiais estão com coronavírus

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Casos voltaram a crescer, um pouco antes das eleições. (Foto: Reprodução)

A polícia de Nova York, nos Estados Unidos, registrou nesta sexta-feira (27) mais de 500 membros da corporação com coronavírus. Além disso, outros 3 mil policiais apresentaram sintomas do novo Covid-19, conforme divulgado pelo jornal Daily Mail. Ao todo, 4.111 policiais apresentaram algum problema de saúde nesta sexta, o que representa 11% dos 36 mil membros.

Desse número, 3.016 relataram estar com sintomas de gripe. Sensações essas que podem provocar congestão, febre, tosse, coriza, dores de cabeça e fadiga – alguns dos mesmos sintomas associados ao Covid-19.

“Este é um sinal ameaçador, com certeza”, disse uma fonte policial ao DailyMail. “Muitos deles provavelmente têm o vírus. É difícil de verificar, no entanto, o departamento quer que policiais com qualquer um desses sintomas fiquem em casa e façam a quarentena para não infectar outras pessoas”, completou.

O número de casos de coronavírus na polícia de Nova York quadruplicou desde a última segunda-feira (23). O departamento registrou a primeira morte também no início desta semana.

Medidas estendidas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo que as medidas de distanciamento social para controlar o avanço do coronavírus no país serão estendidas até 30 de abril. Na semana passada, o republicano havia sugerido que poderia “reabrir” a economia americana na Páscoa, em 12 de abril. “Isso era apenas uma aspiração”, explicou o presidente.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump também disse que o pico de mortes por coronavírus nos EUA “provavelmente” será alcançado em duas semanas e, depois disso, o número de novos óbitos começará a diminuir.

O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, que faz parte da força-tarefa do governo contra o coronavírus, afirmou que a decisão é “sábia e prudente”.

Ao lado de Trump na coletiva de imprensa, ele reafirmou que o número de mortes por coronavírus nos EUA poderia alcançar 200 mil se não forem tomadas medidas adequadas para conter a disseminação do vírus. “O número que eu dei é baseado em modelos”, reforçou Fauci. Segundo o especialista, os esforços de distanciamento social em andamento no país “estão tendo um efeito” que ainda não pode ser quantificado.

A médica Deborah Birx, que também é membro da força-tarefa americana contra a Covid-19, disse que continuar com o distanciamento social é “um grande sacrifício para todo mundo”, mas salvará “centenas de milhares de vidas”.

Morte de jornalista

A jornalista norte-americana Maria Mercader, que passou anos trabalhando na emissora CBS e ajudou a dar as primeiras notícias sobre coronavírus na TV, morreu hoje vítima da pandemia. Ela tinha 54 anos e, segundo a Variety, estava afastada desde o final de fevereiro para tratar outras questões de saúde, mas acabou morrendo em decorrência do vírus.

De acordo com a CBS News, Mercader lutou contra o câncer por mais de 20 anos, passando por diversos ciclos de tratamento e cirurgias. “Ainda mais que seus talentos como jornalista, sentiremos falta de seu espírito indomável”, disse Susan Zirinsky, presidente da CBS News, em comunicado lamentando a morte da jornalista.

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