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Economia Em novo revés, a Avianca é banida de associação internacional de companhias aéreas

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Na prática, a companhia pode continuar a operar, mas terá dificuldades para fazer contratos com fornecedores e acordos de compartilhamento de voos com outras aéreas. (Foto: Divulgação/Avianca)

A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), principal entidade das companhias aéreas no mundo, anunciou nesta quarta-feira (14) que suspendeu a Avianca Brasil da entidade. Na prática, a companhia pode continuar a operar, mas terá dificuldades para fazer contratos com fornecedores e acordos de compartilhamento de voos com outras aéreas, por exemplo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e do Correio Braziliense.

A aérea brasileira foi suspensa de dois sistemas da entidade. Um deles, o BSP, visa facilitar procedimentos de vendas, elaboração de relatórios e remessas dos agentes de vendas a passageiros credenciados da Iata.

O segundo, ICH, fornece serviços de faturamento e liquidação em diferences moedas para o setor aéreo e oferece proteção em caso de inadimplência, falência e interrupção de operações.

Procurada, a Avianca Brasil não se manifestou sobre o caso. A empresa está em recuperação judicial desde dezembro de 2018, tem dívidas superiores a R$ 2,7 bilhões e não tem pago salários e benefícios a seus funcionários.

Demissão em massa

A Avianca pretende realizar demissão em massa de pelo menos 900 tripulantes até esta quinta-feira (16). A informação é do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A ação ocorre em meio à recuperação judicial da empresa, que tem cancelado voos por todo o país. O Sindicato, portanto, organizou uma greve dos funcionários da empresa, prevista para esta sexta-feira (17).

O sindicato afirma que são esperadas as demissões de 200 pilotos e 700 comissários de bordo. Até o momento, 600 pessoas já foram demitidas. “O Sindicato Nacional dos Aeronautas ressalta que está acompanhando e assessorando os tripulantes convocados para desligamento, além de estar tomando as providências cabíveis em relação aos direitos de todos,” informa a nota, que é finalizada com um convite aos aeronautas à greve nos aeroportos de Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Congonhas (São Paulo), devido aos impasses de pagamentos e benefícios.

Durante a assembleia, que decretou a greve dos funcionários, o Sindicato informou que os tripulantes da companhia fizeram uma manifestação espontânea, de forma unânime, para apoiar o requerimento feito pela Azul Linhas Aéreas à Justiça de São Paulo, de realização de “propostas fechadas” de uma única UPI (Unidade Produtiva Isolada) como forma de alienar parte dos ativos da Avianca. O SNA ressaltou o compromisso firmado pela Azul, que, em resposta a solicitação, garantiu que contrataria apenas ex-funcionários da Avianca para operar a UPI. O valor mínimo proposto pela Azul para o arremate da UPI é de U$ 145 milhões, que operaria com 21 slots (autorizações de pouso e decolagem).

Em meio as demissões, a Avianca tem tentado evitar de qualquer maneira a greve dos funcionários. A empresa entrou com uma ação cautelar de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) a fim de evitar a paralisação dos tripulantes. O documento, enviado ao ministro Ricardo de Lacerda Paiva na terça-feira (14/5), preza viabilizar a continuidade dos “serviços essenciais” e o “iminente risco de lesão ao interesse público”.

Os advogados argumentaram sobre os esforços da empresa de tentar manter a situação o mais próxima da normalidade possível, no entanto, não houve acordo entre as partes e o despacho seguirá na quinta-feira com a ministra Dora Maria da Costa. A Avianca informou que não comentará sobre as demissões e as greves.

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