Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de setembro de 2026
Final do concurso também marcou o anúncio da expansão do MUT Brasil como plataforma de cultura, diversidade e inclusão
Foto: Nicholas Galvão/DivulgaçãoGraziella Monteiro, representante do Pará, foi eleita Miss Universe Trans Brasil 2026 na noite de terça-feira (29), durante a grande final nacional do concurso, realizada no Teatro Unisinos, em Porto Alegre.
Esta edição reuniu representantes de 16 Estados brasileiros e marcou uma nova fase do projeto, que amplia sua atuação para além do concurso e consolida o MUT Brasil (Miss Universe Trans Brasil) como uma plataforma cultural voltada à diversidade, inclusão, representatividade, formação, produção artística e geração de oportunidades.
Lauany Cardoso (Amapá) ficou com a segunda colocação e recebeu o título de Miss Universe Trans Americas 2026. Maju Silva (Rio Grande do Sul) conquistou a terceira posição, recebendo o título de 1ª Miss Universe Trans Brasil 2026, enquanto Geovanna Sales (São Paulo) ficou na quarta colocação e recebeu o título de 2ª Miss Universe Trans Brasil 2026.
A nova composição da corte integra uma das mudanças apresentadas nesta edição. A vencedora nacional e a Miss Universe Trans Americas avançam para a próxima etapa internacional do projeto, que terá uma nova versão idealizada pela plataforma brasileira.
Além da disputa pelo título nacional, a noite foi marcada pela apresentação de novos projetos que ampliam o campo de atuação do MUT Brasil. Entre as novidades, está a criação do MUT Cultura, iniciativa que expande a atuação para diferentes frentes culturais, artísticas, formativas e sociais, conectando diversidade e inclusão à produção cultural e à economia criativa.
Também foram apresentados projetos de formação, entre eles a Escola Artística, que está sendo planejada para oferecer capacitação e desenvolvimento de talentos em diferentes linguagens e áreas profissionais artísticas e culturais.
No audiovisual, o MUT Brasil passa a investir na produção de conteúdos próprios. Entre as iniciativas, está a série documental “MUT: Por Trás da Coroa”, que acompanha a jornada das participantes e os bastidores da edição de 2026, ampliando a narrativa para além do palco e apresentando histórias, trajetórias, desafios e experiências das mulheres que participam do projeto.
Outra iniciativa apresentada foi o Anuário MUT Brasil 2026, publicação digital que reúne editoriais de moda, ensaios fotográficos e narrativas de vida. O projeto propõe utilizar moda, imagem e produção artística como instrumentos de memória, identidade, representatividade e expressão cultural.
Entre os próximos movimentos anunciados, estão ainda a estruturação de um instituto, prevista para este ano, e a internacionalização do projeto, com uma edição internacional programada para 2027.
Homenagens
A programação também abriu espaço para reconhecer personalidades cujas trajetórias contribuíram para ampliar representatividade, direitos e espaços de participação social.
Um dos momentos da noite foi a homenagem a Marcelly Malta, reconhecida por sua trajetória de liderança e atuação em defesa dos direitos da população trans. A homenagem foi conduzida pelo advogado Diego Cândido, presidente do júri do MUT Brasil 2026, destacando o legado de Marcelly, que faleceu neste ano.
Outra personalidade homenageada foi Deise Nunes, Miss Brasil 1986. A homenagem celebrou os 40 anos de sua histórica conquista, quando se tornou a primeira mulher negra a conquistar o título de Miss Brasil.
Cultura e diversidade
A final foi construída como um espetáculo que integrou concurso, moda, cultura, música, performance e reconhecimento social. A programação contou com apresentações artísticas, performances de artistas drag, manifestações culturais e diferentes expressões da diversidade brasileira, reforçando a proposta de transformar o evento em um espaço de encontro entre entretenimento, produção cultural e impacto social.
O Mut Brasil 2026 contou com apoio da Unisinos, da Secretaria Estadual da Cultura e da Ambientallize.
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No mundo, existe homem e mulher, não adianta forçar, não tem e nem vai existir outro gênero. Feminino é masculino. Só isso!
Que ponto chegarmos, homens tentando tirar o lugar das mulheres, mas essa gente toda são homens, jamais vão ser mulheres, nunca vão ter uma gestação, não tem útero, até isso as mulheres tem que aguentar. Homens tentando ser mulheres!!!!