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Política Em Porto Alegre, indecisos representam mais de 50% do eleitorado

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Em 19 das 26 capitais, o percentual de eleitores que não definiram candidato iguala ou supera 40% na modalidade espontânea. (Foto: Divulgação/TSE)

Na reta final das eleições municipais, a indefinição do eleitorado resiste nas capitais. Em Porto Alegre, conforme pesquisa Quaest,  de 16 de setembro, 52% do eleitorado, na modalidade espontânea, ainda está indeciso em relação ao voto para prefeito. Na estimulada, o número cai para 6%.

Na maioria das cidades desse grupo, ao menos quatro em cada dez eleitores dizem ainda não ter decidido seu voto para prefeito, de acordo com a rodada mais recente de pesquisas da Quaest, realizadas nas duas últimas semanas. Especialistas avaliam que os percentuais estão dentro do patamar observado em eleições mais recentes, nas quais a definição do voto tem se aproximado cada vez mais da data de ir à urna, e observam que os indecisos podem influenciar composições de segundo turno em disputas apertadas.

Em 19 das 26 capitais, o percentual de eleitores que não definiram candidato iguala ou supera 40% na modalidade espontânea — isto é, quando o entrevistado é apenas questionado se já “escolheu em quem vai votar”, sem ser apresentado a uma lista de opções. Dentre essas cidades, em sete — Curitiba, Goiânia, Campo Grande, Belo Horizonte, Cuiabá, Porto Alegre e Porto Velho — a fatia de indefinidos chega a metade do eleitorado.

Pesquisador do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp, o cientista político Oswaldo Amaral afirma que há uma tendência nos últimos anos de os eleitores decidirem o voto cada vez mais tarde — a campanha termina oficialmente na antevéspera da eleição, mas tem seguido quase ininterrupta nas redes sociais. Para o pesquisador, isso gera uma possibilidade de que o cenário nas urnas difira do captado nas pesquisas, especialmente quando “os candidatos estão muito próximos”.

“Quando há um contingente grande de indecisos e disputas apertadas, isso pode significar um resultado diferente. Especialmente se houver voto útil”, afirma Amaral.

Mandatos curtos

Em Belo Horizonte, o atual prefeito Fuad Noman (PSD) aparece tecnicamente empatado na segunda colocação com o bolsonarista Bruno Engler (PL), segundo a Quaest. A capital mineira tem 53% de indecisão na pesquisa espontânea. Fuad, que assumiu o mandato em meados de 2022, após a renúncia do então prefeito Alexandre Kalil, tem hoje uma gestão considerada positiva por 41%. O percentual dos que não souberam avaliá-lo, porém, de 11%, é o maior entre os prefeitos de capitais, quase igual a seu índice de reprovação (14%), segundo a pesquisa.

O cenário de vices que assumiram o mandato também aparece em outras duas campeãs de indecisão, Goiânia e Campo Grande. Em ambos os casos, os incumbentes que concorrem à reeleição aparecem com patamares relativamente baixos de aprovação — 13% e 33%, respectivamente. São números similares aos de outras capitais com indefinição alta, como Cuiabá (16%) e Porto Alegre (37%).

Mulheres e mais pobres

Para a cientista política Marcia Ribeiro Dias, da Unirio, a falta de consolidação dos incumbentes se reflete na indefinição dos eleitores. Capitais como Recife, Macapá e Maceió, por exemplo, onde os prefeitos concorrem à reeleição com percentuais de aprovação superiores a 75%, também registram alguns dos menores índices de indecisos. Em São Luís, outra capital com baixa indefinição, o prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera com 63% dos votos.

“A avaliação de governo pesa em eleição à prefeitura, onde se consegue perceber melhor como a gestão afeta o dia a dia. Até por isso, a moderação leva vantagem sobre a radicalidade para atrair o voto dos indecisos, a não ser quando algo torna o incumbente menos palatável para o eleitor”, pontua Dias.

Segundo os dados da Quaest, o eleitorado feminino e das faixas de remuneração mais pobres apresenta maior indefinição do que a média em boa parte das capitais. Em Goiânia, onde Sandro Mabel (União) e Adriana Accorsi (PT) aparecem tecnicamente empatados na liderança, 64% das mulheres entrevistadas dizem não ter escolhido candidato, quando as opções não são apresentadas; entre os homens, o percentual é de 51%.

Em Curitiba, onde o vice-prefeito Eduardo Pimentel (PSD) — desconhecido por quase um em cada cinco eleitores — aparece na liderança, a indecisão entre os mais pobres chega a 64%. Já na faixa mais rica, com remuneração superior a sete salários mínimos, este índice desce para 50%.

Para a professora da Unirio, esta maior indefinição se explica por diferentes fatores, como a agressividade de candidatos e a menor qualidade de acesso à informação, que tendem a afastar as mulheres e os mais pobres da política.  As informações são do jornal O Globo.

 

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