Sexta-feira, 17 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2026
Equipes do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre têm trabalhado na instalação de comportas junto às redes de drenagem urbana ligadas diretamente ao Arroio Dilúvio. Com execução em diferentes trechos próximos à avenida Ipiranga ao longo das próximas semanas, a iniciativa tem por finalidade impedir o retorno da água do canal pela tubulação durante episódios de cheia.
Na prática, as redes localizadas abaixo da cota de inundação serão adaptadas para permitir o fechamento das galerias e o bombeamento da água da chuva por meio de estruturas provisórias. Para isso, o Dmae constrói novos poços de visita em concreto e que darão acesso à rede, permitindo a instalação de bombas móveis sempre que for necessário.
“Essa solução impede que a água do Arroio Dilúvio retorne pela rede de drenagem e cause alagamentos nas áreas mais baixas. Ao mesmo tempo, garante que a água da chuva continue sendo retirada da região por meio de bombeamento quando as comportas estiverem fechadas”, explica o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.
O primeiro ponto a receber as intervenções está localizao na avenida Ipiranga, nas proximidades do cruzamento com a avenida Érico Veríssimo (no limite entre os bairros Menino Deus e Azenha), por onde passa uma galeria com 0,6 metro de diâmetro.
Em seguida, o serviço será levado ao trecho na esquina das avenidas Ipiranga e João Pessoa, junto ao Hospital Ernesto Dornelles. A previsão é de que as intervenções sejam concluídas até o final de agosto.
Praia de Belas
Uma solução semelhante já foi implantada pelo Dmae nas redes de drenagem do bairro Praia de Belas. No local, válvulas do tipo “flap” impedem o retorno da água do Arroio Dilúvio pela tubulação. Em condições normais o sistema permite o escoamento da água da chuva em direção ao arroio, mas durante episódios de cheia o dispositivo funciona como uma espécie de barreira automática.
O serviço foi finalizado no dia 11 de junho. Nas situações para as quais foi pensado, o sistema contará com o reforço de bombas móveis, responsáveis por direcionar o volume precipitado às bocas-de-lobo conectadas à Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebap) nº 16.
As redes que atualmente funcionam na região por meio da gravidade serão conectadas de modo permanente às casas de bombas durante as obras de ampliação do sistema de drenagem urbana. Com isso, a prefeitura garante que o problema identificado durante os episódios de cheia de 2024 e 2025 serão solucionados de forma definitiva.
“Essa solução é válida sobretudo na área em que a drenagem costuma ocorrer somente com a força da gravidade, sem bombeamento”, explica Alex Zanoteli. “Trata-se da parte mais baixa do bairro, próxima à sede do Corpo de Bombeiros [delimitada pelas avenidas Praia de Belas, Borges de Medeiros e Aureliano de Figueiredo Pinto].”
Em paralelo, o Departamento elabora os projetos para a conexão definitiva dessas redes às Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) de números 12, 13, 14, 15 e 16. A previsão é de que os processos licitatórios para contratação das obras sejam abertos até março do ano que vem. O investimento estimado é de até R$ 155 milhões.
(Marcello Campos)
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