Quinta-feira, 01 de Outubro de 2020

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Mundo Em ranking de 34 países, o Brasil ocupa a décima quinta posição em desempenho da economia

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A queda de 2% no consumo das famílias foi o principal fator que derrubou a economia brasileira. (Foto: Reprodução)

Num ranking de 34 países que já divulgaram o Produto Interno Bruto PIB do primeiro trimestre, o Brasil – que teve recuo de 1,5% – ficou na 15ª colocação, ao lado de países como Noruega e Taiwan, também com queda de 1,5% na economia nos três primeiros meses do ano.

A economia chinesa teve queda de 9,8% no período (33º posição), enquanto o PIB dos EUA recuou 1,2% (12ª posição). O ranking foi elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating.

O economista-chefe da Austin, Alex Agostini, afirma que o PIB do primeiro trimestre é apenas a “ponta do iceberg”. Ele estima que, no segundo trimestre, a economia brasileira vai encolher 10,1%.

No ano, a agência de classificação de risco estima uma queda de 6%. Em abril, diz Agostini, os indicadores econômicos vieram piores do que o esperado. Como exemplo, ele cita a produção automobilística, que caiu 99% no mês passado.

“Em janeiro e fevereiro, o crescimento ainda vinha embalado. Mas com apenas 15 dias de março, quando a pandemia de fato começou a afetar a atividade econômica no país, houve um estrago desse tamanho. Então, essa queda de 1,5% é a apenas a ponta do iceberg. Para o ano, nossa previsão agora é de uma recessão de 6%”, diz Agostini.

Consumo teve grande impacto

Ele afirma que a queda de 2% no consumo das famílias, que representa dois terços do PIB, foi o principal fator que derrubou a economia brasileira no primeiro trimestre. Além das medidas de isolamento, muita gente perdeu renda e o emprego.

“O emprego é o primeiro indicador a cair, nesses momentos de crise, e o último a se recuperar. Portanto, acredito que a recuperação da economia brasileira se dará de forma mais lenta. Para 2021, nossa estimativa é de um crescimento de 3,3%”, disse Agostini.

No ranking dos PIBs, o primeiro lugar ficou com o Chile, que teve crescimento de 3% no primeiro trimestre, na comparação com o último trimestre de 2019. No segundo lugar, aparece a Índia, com crescimento de 1,1% no período, seguida pela Rússia, com expansão de 0,6%.

Países que foram duramente afetados pela pandemia, como Itália e Espanha, tiveram um tombo ainda maior em suas economias nos três primeiros meses do ano. As economias espanhola e italiana encolheram 4,7% no período. A maior economia na zona do euro, a da Alemanha, teve retração de 2,2% no primeiro trimestre.

“O Brasil ficou no meio do ranking, com apenas 15 dias de pandemia. Isso revela as deficiências do país, que tem problemas maiores que a política econômica, como o ambiente político, por exemplo”, afirma Agostini.

Brasil ocupa a 15ª posição no desempenho da economia no primeiro trimestre de 2020:

1-Chile: +3,0%; 2-Índia: +1,1%; 3-Rússia: +0,6%; 4-Bulgária: +0,3%/Romênia:+0,3%; 5-Finlândia: +0,1%; 6-Lituânia: -0,2%; 7-Suécia: -0,3%; 8-Hungria: -0,4%; 9-Polônia: -0,5%; 10-Ucrânia: -0,8%; 11-Japão: -0,9%; 12-Estados Unidos: -1,2%; 13-Chipre:-1,3%; 14-Coréia do Sul: -1,4%; 15-Brasil: -1,5%/Noruega:-1,5%/Taiwan:-1,5%; 16-México:-1,6%; 17-Holanda: -1,7%; 18-Israel: -1,8%; 19-Dinamarca:-1,9%; 20-Malásia:-2,0%/Reino Unido: -2,0%/Tunísia: -2,0%; 21-Alemanha: -2,2%/Tailândia: -2,2%; 22-Colômbia: -2,4%/Indonésia: -2,4%; 23-Áustria: -2,5%; 24- Letônia: -2,9%; 25-República Tcheca: -3,6%; 26-Bélgica: -3,9%/Portugal: -3,9%; 27-Cingapura: -4,7%/Espanha: -4,7%/Itália: -4,7%; 28-Peru: -5,0%; 29-Filipinas: -5,1%; 30-Hong Kong: -5,3%; 31-Eslováquia: -5,4%; 32-França: -5,8%; 33-China: -9,8%; 34-Nigéria: -14,3%.

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