Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira a manutenção da taxa básica de juros em 13,75%

Compartilhe esta notícia:

Copom se reúne para decidir o futuro da Selic nesta terça (7) e quarta-feira (8). (Foto: Divulgação/Banco Central)

Após reunião nesta terça e quarta-feira (21), o Comitê de Polícia Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve manter a taxa básica Selic estável em 13,75%, avaliam analistas. De acordo com técnicos ligados ao banco BTG Pactual, o cenário mais provável é que o colegiado reforce em sua comunicação a perspectiva de uma política monetária apertada por mais tempo, em um esforço para ajustar a curva de juros.

“O BC deve seguir com os atuais níveis, mas reforçando suas preocupações externas e domésticas, a fim de manter clara a comunicação de que os juros não deverão ceder antes do primeiro semestre do próximo ano, reforçando o cenário de juros altos por mais tempo ao longo de 2023″, ressalta em relatório a equipe de macroeconomia e estratégia da instituição financeira.

De acordo com os economistas, o mais provável é que o Comitê de Política Monetária (Copom) traga uma discussão sobre o hiato do produto, diante do desempenho ainda forte da atividade. O BC também deve reforçar as incertezas externas, devido ao ambiente desafiador para a inflação no mundo. O último reajuste foi implementado no final de julho, quando a taxa subiu meio ponto percentual.

Divergência interna no Copom

Fontes ligadas ao BC garantem, no entanto, que os integrantes do colegiado estão divididos entre manter a taxa em 13,75% ao ano ou fazer uma nova elevação, fazendo com que o índice chegue a 14% ao ano. Caso a opção escolhida seja a do reajuste, a medida será influenciada pela recente alta de juros dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa.

Em comunicado após a mais recente reunião do Copom (a quinta de 2022), no início do mês passado, o comitê chamou a atenção para os riscos de que a inflação fique acima das expectativas em prazos mais longos, justificando assim a decisão do BC em não encerrar o ciclo de alta da Selic, na ocasião.

Desde então, o registro de duas deflações seguidas, em julho e agosto, aumentou as expectativas de que o BC encerre o ciclo de alta. A queda dos preços da energia elétrica e dos combustíveis fez a inflação oficial do País ficar abaixo de 10% nos 12 meses terminados em agosto. A Selic é o principal instrumento da instituição para controlar a inflação.

Ministro Guedes se manifesta

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que em 2023 ocorrerá uma desaceleração da taxa básica de juros da economia. A afirmação foi feita durante evento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta segunda-feira (19).

“O que vamos observar para o ano que vem, possivelmente, são os juros descendo. Isso porque a inflação já vai estar mais baixa, mais próxima da meta, as previsões para o ano que vem já são de 5%. Então, a Selic já pode começar a descer gradualmente”, frisou.

PUBLICIDADE

“Os juros reais estão altos justamente para derrubar a inflação, então é um componente de desaceleração cíclica. A economia poderia estar crescendo um pouco mais rápido, do ponto de vista de estrutura, de crescimento e tendência de longo prazo, mas há um componente de desaceleração cíclica pelo fato dos juros estarem altos”, completou o ministro.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Presidente dos Estados Unidos diz que pandemia de covid acabou no seu país
México registra forte terremoto na costa do Pacífico no dia em que lembrava dois grandes tremores
Pode te interessar