Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve anunciar, nos próximos dias, sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2030. A movimentação tem como objetivo antecipar a disputa pela liderança da direita e impedir que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se consolide como principal alternativa do campo conservador para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa também busca evitar que Michelle Bolsonaro (PL) amplie sua influência e se apresente como um nome competitivo para a próxima disputa presidencial.
Flávio discute atualmente com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e aliados ligados a esse núcleo da família, que estão nos Estados Unidos, qual seria o momento mais adequado para oficializar o lançamento da candidatura.
Segundo interlocutores do senador, a alteração na carta divulgada na quarta-feira (28) já representa um sinal de que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro não pretendem abrir mão da liderança sobre o eleitorado de direita que permanece identificado com o grupo político da família.
Inicialmente, Flávio havia divulgado um documento no qual se apresentava como o “presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão negativa e as críticas de integrantes do próprio PL, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”. A mudança, segundo um aliado próximo, teve o objetivo de deixar claro que o senador pretende ocupar o principal espaço de liderança no campo conservador.
A intenção também aparece em um trecho da carta direcionado a parlamentares e governadores eleitos com seu apoio. Flávio afirmou que, diante da falta de liberdade que esses políticos teriam para exercer plenamente suas atividades, caberia a ele assumir a liderança da oposição ao governo.
Enquanto articula sua entrada antecipada na disputa de 2030, o senador também conta com aliados que passaram a direcionar críticas ao governador Tarcísio de Freitas. O chefe do Executivo paulista começou a ser alvo de manifestações contrárias nas redes sociais, especialmente após conceder, nessa quinta-feira (29), uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.
Entre os críticos está o influenciador digital Kim Paim, que comentou o assunto em seu programa no YouTube. Na ocasião, afirmou que Tarcísio já estaria se movimentando para ocupar espaço na disputa presidencial e divulgou críticas de usuários que acusavam o governador de ter feito “corpo mole” no primeiro turno das eleições deste ano.
As manifestações também questionaram a aproximação de Tarcísio com a chamada “mídia liberal” e interpretaram suas declarações como uma tentativa de se apresentar como alternativa presidencial, sem necessariamente manter o protagonismo da família Bolsonaro na direita.
O movimento indica uma disputa antecipada pela definição da liderança do campo conservador e pela escolha do nome que deverá representar o grupo nas eleições de 2030. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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