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Variedades Em três dias, Instagram lança e cancela inteligência artificial que podia alterar fotos dos usuários sem permissão

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Em meio à ascensão das plataformas e redes sociais, a discussão sobre responsabilização das big techs no ambiente online tem aumentado cada vez mais. (Foto: Reprodução)

Depois de uma imediata e intensa repercussão negativa, a Meta anunciou, na sexta-feira, 10, a retirada do que batizou de “Muse Image”, uma ferramenta de inteligência artificial (IA) recém-lançada para o Instagram que permitia aos usuários gerar imagens personalizadas a partir de fotos do perfil, como cartoons ou versões estilizadas, por exemplo.

O problema, apontado por internautas, veículos de notícias e também associações mundo afora, é que isso poderia ser feito não só com as fotos da própria conta, mas também com as de qualquer outro usuário, sem precisar de sua autorização bastava que a pessoa tivesse o perfil público e que seu seu nome fosse marcado na publicação para que as manipulações de imagem fossem liberadas. A ferramenta era vetada para menores de 18 anos.

O Muse Image, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs, a divisão de desenvolvimento de IA do grupo, havia sido lançado apenas três dias antes, na terça-feira (7). A Meta, que é dona do Instagram e do Facebook, atualizou as
informações em um novo comunicado divulgado na sexta-feira em sua página institucional na internet.

“No início desta semana, anunciamos que uma das maneiras de gerar imagens no Meta AI seria marcando contas públicas do Instagram com @ para referência. Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma. Recebemos feedbacks de que esse recurso não atingiu o objetivo , portanto, ele não está mais disponível”, diz o comunicado oficial da empresa.

Outro ponto que chamou atenção dos usuários foi o fato de que, caso alguém utilizasse um conteúdo para gerar uma imagem através da IA, o perfil utilizado como referência não receberia notificação.

Responsabilização das plataformas

Em meio à ascensão das plataformas e redes sociais, a discussão sobre responsabilização das big techs no ambiente online tem aumentado cada vez mais.

Diante de medidas como a tentativa da Meta de lançar a Muse Image, vemos o STF (Supremo Tribunal Federal) tentando estipular normas para que as plataformas digitais estabeleçam regras para um ambiente seguro.

Diversos portais  publicaram matérias mostrando como desativar a ferramenta no aplicativo, em resposta à forte rejeição dos usuários. Além dos comentários nas redes sociais, nomes graúdos também entraram na briga – caso do SAG-AFTRA, o principal sindicato dos Estados Unidos que representa os atores e profissionais da indústria cinematográfica de Hollywood, e que se veem às voltas com a multiplicação de fotos falsas manipuladas e mesmo nuas das celebridades. Com informações da Revista Veja e CNN.

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