Sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Em um ano de pandemia, 377 brasileiros perderam o emprego por hora

Compartilhe esta notícia:

Em abril deste ano, no último dado disponível, o Brasil tinha 85,9 milhões de ocupados, 3,3 milhões a menos do que no mesmo mês de 2020

Foto: Agência Brasil
Rendimentos da população mais rica caíram 7,2%, ritmo dois terços menor do que o dos mais pobres. (Foto: Agência Brasil)

A crise provocada pela pandemia de coronavírus deixou marcas profundas no mercado de trabalho. Em média, 377 brasileiros perderam o emprego por hora em um ano.

Os números são de um levantamento realizado pela consultoria IDados com base nos indicadores de abril – os últimos disponíveis – da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.

Em abril, o Brasil tinha 85,9 milhões de ocupados, 3,3 milhões a menos do que no mesmo mês de 2020. Calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Pnad Contínua leva em conta tanto o mercado de trabalho forma como o informal.

“Na pandemia, a queda do emprego foi recorde na comparação ano contra a ano”, afirma Bruno Ottoni, analista da consultoria IDados e responsável pelo levantamento. “A partir de abril, maio e junho (de 2020), houve uma retração muito grande do emprego, o que mostra que a pandemia afetou fortemente o mercado de trabalho.”

Nessa base de comparação anual (mês contra igual mês do ano anterior), o estudo do IDados mostra que, se o efeito da pandemia ainda se arrasta no mercado de trabalho, o estrago já foi muito pior. Em agosto do ano passado, no período mais agudo da crise, quase 1,4 mil brasileiros perdiam o emprego por hora. Naquele momento, o país tinha 81,6 milhões de ocupados, quase 12 milhões a menos na comparação anual.

“A partir de agora, o que a gente vai ver provavelmente é esse número ficando cada vez menos negativo e, em algum momento, ele deve passar para o terreno positivo”, diz Ottoni.

O pesquisador destaca, no entanto, que essa melhora vai ocorrer por causa de uma base de comparação bastante fraca. Em dezembro de 2019, por exemplo, o Brasil chegou a ter 94,5 milhões de pessoas com algum trabalho.

A fragilidade do mercado de trabalho fica evidente na taxa de desemprego. No trimestre encerrado em abril, a desocupação manteve o patamar recorde de 14,7% e atingiu a 14,8 milhões de brasileiros.

“O País atingiu o recorde histórico da taxa de desemprego no início deste ano. A melhora esperada vai se dar com uma queda desse patamar elevado, mas ainda vamos terminar o ano com um desemprego muito alto”, afirma Ottoni.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Seiscentas pessoas são esperadas para evento teste acompanhado pela Vigilância em Saúde de Porto Alegre
Em Cerrito, governador Eduardo Leite vistoria obras de acesso ao município pela ERS-706
Deixe seu comentário
Pode te interessar