Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de maio de 2016
Nesta sexta-feira, Barack Obama desembarca em Hiroshima (Japão) com sua defesa por um mundo sem armas nucleares. Fará algo que os antecessores não fizeram: será o primeiro presidente norte-americano no cargo a visitar a cidade desde que ela foi arrasada por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos há quase 71 anos. Estima-se que mais de 200 mil pessoas tenham morrido com os dois bombardeios nucleares – em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e em Nagasaki, três dias depois.
A decisão de ir à cidade se soma a outros gestos conciliatórios de Obama, como a reaproximação com Cuba e o acordo nuclear com o Irã. Como nesses casos, a visita a Hiroshima cria expectativas sobre suas consequências.
Os vizinhos na Coreia do Sul e na China relembraram, nos últimos dias, as agressões japonesas no século passado e manifestaram desconforto com a possibilidade de o Japão ser posto como vítima. “Minha intenção não é revisitar o passado”, disse Obama, no último domingo, à rede japonesa NHK. “Mas afirmar que pessoas inocentes morrem em uma guerra, de todos os lados.” Obama chegou ao Japão nessa quinta-feira (noite de quarta-feira no Brasil). Ele não deve, no entanto, se desculpar por ter usado armas nucleares no país asiático, já disse a Casa Branca.
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