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Cláudio Humberto Emendas do relator da 6×1 “desenrolam” em abril

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A coluna adiantou que o Palácio do Planalto trabalhava diuturnamente para derrubar Paulo Azi (União-BA) da relatoria do projeto sobre o fim da escala 6 por 1 e, de quebra, também melava os planos de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de assumir a vaga. Não deu outra. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), passou a relatoria para o Leo Prates (BA), que anunciou a troca do PDT para o Republicanos. Para fechar, deu a presidência da comissão especial para o PT.

Pé na tábua

Dias antes de anunciar Prates na relatoria, o governo resolveu andar com as emendas do agora relator do projeto que Lula tenta se aproveitar.

Separa a grana

Foram mais de R$22,6 milhões empenhados, ou seja, reservou a grana no orçamento para pagar as indicações do deputado baiano.

Modo turbo

Curiosamente, os valores não andaram em 2026. Todo montante só ganhou tração em abril, mês em que Prates foi “revelado” relator.

Capital eleitoral

A última movimentação ocorreu dia 23, dias antes de o deputado ser publicizado como relator do projeto que Lula quer colar a imagem.

Impostômetro: R$1,4 trilhão tomados dos brasileiros

A partir desta segunda-feira (4), os pagadores de impostos brasileiros já amargam mais de R$1,45 trilhão pagos em impostos, em 2026. A conta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), através da ferramenta “Impostômetro”. Só no mês de abril, foram tomados da população cerca de R$360 bilhões, aumento de 13% em relação a março, que já foi considerado recorde histórico no volume de taxas cobradas para o mês.

Nunca antes

Em média, o pagador de impostos bancou R$12 bilhões por dia, durante o mês de abril. É o maior nível da História.

Só paulistas

Apenas o estado de São Paulo respondeu por R$504 bilhões pagos em impostos, entre 1º de janeiro e 1º de maio, este ano.

Só aumenta

A arrecadação dos governos municipais, estaduais e federal cresceu 2,9% em 2026 em comparação com o ano passado, aponta a ACSP.

Crescimento rápido

Até o próximo dia 10 de maio, deve passar dos R$1,5 trilhão o valor dos impostos tomados dos brasileiros, apenas em 2026, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.

Passem no RH

Deve sair esta semana a lista com exonerações prometidas pelo governo de (centenas) de cargos do PSD e MDB, que têm até ministérios, e também de aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Interminável

Está longe do fim o processo sobre a quebradeira do 8 de janeiro de 2023. Pelo balanço do gabinete do ministro Alexandre de Moraes (STF), foram 1.878 denúncias e 177 investigações ainda estão em andamento.

Repeteco

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por ligações com o Careca do INSS, foi relator das duas últimas indicações de Lula para ministros ao STF: Flávio Dino e Jorge Messias, o primeiro rejeitado.

Mecânico agradece

Com a gasolina sendo cada vez menos gasolina, Lula anuncia nesta semana mais uma lapada de etanol na mistureba. O percentual de etanol vai subir de 30% para 32%. O diesel passa a ter 16% de biodiesel.

Coincidência

Os R$12 bilhões em emendas liberadas por Lula antes das votações no Congresso equivalem ao valor tomado pelo governo dos pagadores de impostos – por dia – em abril. Não deu certo.

Nem aviãozinho, nem avião

A CCJ da Câmara aprovou o projeto que endurece as penas para tráfico de drogas com uso de aeronaves, prevendo punição de 10 a 20 anos de prisão. O texto segue para votação no Plenário.

Da tela ao papel

A Suécia já substitui tablets e telas por livros, papel e caneta, nas salas de aula, após a queda vexatória nos rankings de educação que liderava antes. Um quarto dos alunos nem atingem nível básico de compreensão.

Pensando bem…

…todos de olho no placar, mas sem Copa do Mundo.

PODER SEM PUDOR

Elogio tem limite

O falecido ministro Djaci Falcão dignificou o Supremo Tribunal Federal pelo saber jurídico e também pelo rigor. Mas, certa vez, em 1985, surpreendeu ao reconsiderar um despacho para atender a um agravo regimental de um jovem e cabeludo advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que chamava a atenção também pelos trajes, que não eram exatamente os mais discretos. Falcão chamou o assessor Marcos Chaves e ditou novo despacho, com elogios à petição e ao advogado. Chaves ponderou: “⁠Ministro, este advogado é aquele dos ternos estranhos e das gravatas que o senhor não gosta”. Djaci Falcão respondeu com seu melhor sotaque pernambucano: “⁠Ritire os elogios…”.

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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