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Brasil Emílio Odebrecht admite erro e diz que empresa não pode ter elos podres

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Emílio Odebrecht (à dir.) com seu pai, Norberto (atrás, já morto) e seu filho Marcelo, preso na Lava-Jato. (foto: reprodução)

Emílio Odebrecht, maior acionista do grupo baiano e pai do ex-presidente da Odebrecht Marcelo, que está preso há mais de um ano, fez um discurso em que admitiu os erros da empresa e disse que não vai tolerar novos desvios.

O empresário falou na manhã desta quarta-feira (6) para cerca de 150 líderes da empreiteira durante um seminário no hotel Renaissance, em São Paulo, que reuniu outros palestrantes para discutir o futuro da empresa.

Em sua fala, ele reconheceu que a Odebrecht errou e destacou a importância de mudar de postura. Emílio afirmou que a empresa não repetirá o comportamento praticado até então e não será mais omissa, como fez no passado.

Também destacou que todas as empresas do grupo Odebrecht não podem ter “elos podres”, sem nenhuma exceção.

O empresário também abordou os acordos de leniência e delação premiada que a Odebrecht negocia com a Procuradoria-Geral da República e com a força-tarefa da Lava-Jato, reconhecendo que as colaborações têm causado ansiedade e incerteza entre os funcionários.

Emílio ressaltou que o grupo baiano sairá menor desse processo em uma perspectiva quantitativa, mas passou a mensagem otimista de que a companhia terá um amadurecimento qualitativo e se tornará mais forte e unida.

CRÍTICAS
O empresário criticou pontos como o excesso de burocracia e a exagerada interferência do Estado nas vidas dos cidadãos brasileiros, mas disse que tais fatos não justificam as práticas ilícitas adotadas pela empresa.

Também disse que o Brasil e outros países onde a Odebrecht está presente reúnem condições propícias para práticas não ortodoxas, principalmente entre o setor público e privado, devido a questões estruturais e aristocráticas. (Folhapress)

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