Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Notícias Empresário pede para depor a portas fechadas na CPI da Petrobras

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Empresário e delegados da PF falaram à CPI da Petrobras em sessão fechada. (Antonio Araújo/Agência Câmara)

A CPI da Petrobras ouviu nessa terça-feira diversos depoimentos a portas fechadas. Falaram ao colegiado os ex-sócios da Suzano Petroquímica David Feffer e Daniel Feffer e os delegados da PF (Polícia Federal) Mário Renato Castanheira Fanton e Rivaldo Venâncio.

A reunião começou por volta das 15h e foi suspensa às 18h30min devido à sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Por volta das 19h, os depoimentos foram retomados.

David e Daniel Feffer foram convocados para depor na CPI para falar da compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras em 2007. Os deputados queriam saber se houve desvio de dinheiro público na negociação.

David Feffer compareceu à audiência amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), que dava a ele o direito de não responder às perguntas. O advogado do empresário, Alberto Toron, havia avisado que o empresário ficaria em silêncio.

Logo no início da sessão, disse que, caso fosse aberta ao público e à imprensa, permaneceria calado. “Se a sessão for aberta, permanecerei calado [diante das perguntas dos deputados]. Agora, se houver a possibilidade de a sessão ser fechada, poderei colaborar”, sugeriu.

Tanto o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), quanto o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), concordaram com o pedido do convocado. Nenhum dos membros da CPI se opôs à solicitação de David Feffer. Com isso, público e imprensa tiveram de deixar o plenário da comissão.

David e Daniel Feffer, ex-controladores da empresa Suzano Petroquímica, comprada pela Petrobras em 2007, foram convocados a pedido do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), para explicar o negócio. Segundo investigações da Lava-Jato, a petroquímica foi adquirida por duas vezes o valor de mercado da empresa.

Em depoimento à CPI, o empresário Auro Gorentzvaig disse que a compra da Suzano pela Petrobras foi feita para beneficiar a Odebrecht, controladora da Braskem, uma empresa que tinha como sócia minoritária a própria Petrobras. Gorentzvaig era dono da petroquímica Triunfo e se disse prejudicado com a operação.

Conforme o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), membro da CPI, David e Daniel Feffer negaram as acusações de que a Suzano Petroquímica foi vendida a preço acima do valor de mercado. (AG)

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