Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Endividamento atinge 76,6% das famílias brasileiras

Compartilhe esta notícia:

Em queda, índice de famílias inadimplentes ficou em 29%

Foto: Agência Brasil

Ainda que em trajetória de queda pelo quinto mês consecutivo, o endividamento ainda alcança cerca de 76,6% das famílias brasileiras, que têm dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa. O percentual referente ao mês de novembro representa um recuo de 0,5% no número de endividados, em relação ao mês anterior.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta segunda-feira (04), pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

A sensação de melhora nas condições econômicas do país, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, pode estar por trás dessa queda. “O progresso do mercado de trabalho, mesmo em menor escala, com a maior contratação esperada neste período de fim de ano, vem favorecendo os orçamentos domésticos, indicando que menos pessoas estão recorrendo ao crédito, pois estão conseguindo arcar com as dívidas correntes”, comentou.

Inadimplência

O índice de famílias inadimplentes ficou em 29% e foi outro índice que apresentou queda em novembro. A redução é na comparação ao mês anterior, quando ficou em 29,7% e também ao mesmo mês do ano passado, de 30,3). De acordo com o economista-chefe da CNC e responsável pela pesquisa, Felipe Tavares, é o menor patamar desde junho de 2022.

Embora permaneça acima do nível de novembro do ano passado, que registrou 10,9%, o número de pessoas que relataram falta de condições para pagar dívidas de meses anteriores caiu para 12,5%, enquanto em outubro era 13%. “A queda, embora ainda pequena, traz um importante indício de eficácia do programa Desenrola”, avalia o economista.

Dentro do número geral de endividados, que apresentou queda, a faixa de renda média, entre cinco e dez salários mínimos, fez movimento contrário e teve alta do volume de pessoas endividadas, voltando aos níveis observados em novembro de 2022. Ainda assim, boa parte desses consumidores (35%) se considera “pouco endividada”. O grupo registrou também a quarta elevação seguida de dívidas em atraso, chegando a 24,2%, o mais alto nível da série.

O maior percentual de dívidas em atraso (36,6%) ficou com os consumidores de baixa renda, com até três salários mínimos. Conforme o economista, esses consumidores são os que têm maior probabilidade de não conseguir arcar com essas dívidas, representando 17,2%. “Agravando a situação de inadimplência, esses consumidores têm uma alta dependência de dívidas, comprometendo 31,9% de sua renda”, completou.

O cartão de crédito ainda é o mais usado pelos endividados, e atingiu 87,7% do total de devedores, o que significou aumento significativo na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando ficou em 86,4%.

Houve avanços também no crédito consignado, de 0,5 ponto percentual (p.p.), e no financiamento imobiliário, de 0,4 ponto percentual. As outras modalidades perderam representatividade na carteira de crédito dos consumidores.

Gênero

A pesquisa mostrou ainda que embora a proporção de consumidores endividados em 1 ano tenha reduzido nos dois grupos de gênero, entre as mulheres o recuo foi mais expressivo, de 3,4 p.p., em relação aos homens, de 1,5p.p..

O total de mulheres endividadas permaneceu com a tendência de queda na comparação ao mês de outubro. Em comportamento diferente, o endividamento entre os homens teve pequeno aumento, de 0,4 p.p.. As mulheres são também as que mais relataram dificuldades de quitar todas as dívidas em dia. Elas alcançaram 30,1%, enquanto os homens chegaram a 28%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Dea Einsfeld
5 de dezembro de 2023 06:49

Quase 80% endividado do povo que fez o L achando que teriam dívidas perdoadas e cometiam picanha todo fim de semana. Quanta bobeira e engenuidade!

Manfred Cid
4 de dezembro de 2023 21:34

Pra quem tem memória curta, foi o tal micto que aprovou aumentar o percentual de comprometimento do mísero salário do povo brasileiro.
O que já era um absurdo (30% do salário mínimo) passou para 35%.

Independentemente disso, ninguém é obrigado a se afundar em contas.
Espera-se um mínimo de discernimento das pessoas.

Andre Palo
4 de dezembro de 2023 19:05

Esta tudo andando conforme o Esperado…
QUADRILHA DE BANDIDOS EMPOBRECENDO OS BRASILEIROS…..
Em 1 ano seremos Venezuela….EU SEI QUE VCS ACHAM QUE BRASIL NÃO É VENEZUELA…!!
Mas eles demoraram 2 anos para dominar …e era um dos paises mais rico do mundo….

94,5% dos venezuelanos abaixo da linha de pobreza
Brasil Paralelo
https://www.brasilparalelo.com.br › noticias › 94-5-d…
94,5% da população da Venezuela está abaixo da linha da pobreza. Quase toda a população vive com menos de 3,2 dólares por dia. Venezuela.

Alexandre Castro
4 de dezembro de 2023 17:53

Para quem não fez o “L”, sinto muito.
Para quem fez, que se f….
Pena que não podemos passar esta “conta” apenas aos idiotas que, mesmo depois de tantos escândalos anteriores, ainda insistiram em votar nestes bandidos quadrilheiros petistas.

Grêmio tem interesse no goleiro Santos, do Flamengo, para a temporada de 2024
IPTU Digital 2024 de Porto Alegre terá descontos de até 11% para antecipação em cota única
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x