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Geral Enem não é “marxista”, mas também não será “machista”, diz ministro da Educação

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Mercadante: “O que ela [Simone de Beauvoir] está discutindo é a condição histórica da mulher". (Marcos Oliveira/Agência Senado)

O titular do MEC (Ministério da Educação), Aloizio Mercadante, voltou a rebater nessa terça-feira as críticas sobre a escolha dos autores citados em questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado no fim de semana. O ministro negou que o exame tenha “viés de esquerda” – como disseram, em redes sociais, internautas e deputados como Jair Bolsonaro (PP-RJ). E defendeu que a prova também não seja “machista”.

“Evidentemente que o Enem não pode ser o exame da educação marxista”, disse, em referência às críticas do deputado. “Mas, enquanto estivermos lá, também não vai ser da educação machista”, afirmou Mercadante, em audiência no Senado sobre os programas do MEC.

Aplausos
A frase gerou aplausos de senadoras e de uma pequena parte do público que acompanhava a audiência. Um dos principais pontos de debate nas redes sociais ocorreu em torno de uma questão que citava o trecho de um livro da filósofa francesa Simone de Beauvoir, no qual a autora afirma que “não se nasce mulher, torna-se”. “O que ela [Simone de Beauvoir] está discutindo é a condição histórica da mulher. É a conquista dos direitos da cidadania. Essa é uma reflexão que a sociedade precisa fazer, especialmente num país como o nosso”, declarou. “Seria fantástico um país como o Brasil censurar uma autora como Simone de Beauvoir.” (Natália Cancian e Mariana Haubert/Folhapress)

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