Sábado, 02 de julho de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
26°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Enfisema pulmonar: entenda o que é a doença que causou a morte de Danuza Leão

Compartilhe esta notícia:

No Brasil estima-se que a enfermidade acomete cerca de 12% da população e é a quarta causa de mortalidade no país. (Foto: Reprodução)

Ícone da moda, a jornalista e escritora, Danuza Leão, morreu na noite de quarta-feira, no Rio de Janeiro, de insuficiência respiratória, ocasionada por um enfisema pulmonar. Ela recebeu o diagnóstico há mais de uma década, depois de voltar de uma viagem a Capri e começar a perceber os primeiros sintomas respiratórios, como a falta de ar. Naquele tempo, o cigarro já havia virado uma peça importante em sua vida. “Desde então, convivia com essa aflição diária e crescente como uma grande revolta”, escreveu a amiga e jornalista Lu Lacerda pelas redes sociais. Desde abril, a escritora havia sido internada quatro vezes em decorrência de complicações da doença.

A enfisema pulmonar juntamente com a bronquite crônica fazem parte das Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), problemas respiratórios que obstruem a passagem do ar pelos pulmões. Boa parte dos pacientes possuem as duas enfermidades juntas e ambas estão intimamente relacionadas ao tabagismo. No Brasil estima-se que atinja cerca de 12% da população e é a quarta causa de mortalidade no país.

O pulmão é como uma grande árvore de ponta cabeça, onde o tronco é a traqueia e os galhos os brônquios por onde o ar passar para chegar nos alvéolos. Enquanto a bronquite é uma inflamação crônica na parede dos brônquios, a enfisema também dificulta a passagem do ar, mas ajuda a destruir os alvéolos, estruturas responsáveis pela troca de oxigênio no órgão. Com o tempo, o pulmão vai perdendo a elasticidade devido à exposição constante a um determinado poluente, como a intoxicação pela fumaça do cigarro. Esse processo de perda da elasticidade pulmonar ocorre gradualmente e, por isso, na maioria dos casos os sintomas demoram a ser notados.

É mais comum que os primeiros sinais surjam por volta dos 50 anos, quando já há uma destruição avançada dos alvéolos. Entre os principais sintomas estão a falta de ar, um fino e incômodo chiado no peito, tosse persistente, dor ou sensação de aperto no peito, dedos das mãos e dos pés azulados, cansaço anormal, aumento da produção de muco e inchaço do tórax.

As primeiras manifestações são relacionadas a respiração. Nas fases iniciais, a falta de ar surge quando o paciente faz esforços intensos, como uma corrida, ou até mesmo uma caminhada. No decorrer do tempo, porém, a insuficiência respiratória pode surgir até mesmo durante o repouso. Em casos mais graves e avançados, a enfisema interfere na capacidade de fazer atividades diárias, como subir uma escada, tomar banho ou caminhar pela casa.

A doença não tem cura. A forma mais simples e eficaz de preveni-la é não fumar. Ação que a escritora Danuza Leão disse ter se arrependido. Outra forma de prevenção é fazer check-ups de rotina para avaliar a capacidade pulmonar e estabelecer o diagnóstico mais cedo. A prática de exercícios físicos e tomar a vacina contra gripe e pneumonia também são uma forma de precaver a doença.

Em casos mais graves e quando já há limitações, há a indicação do uso de medicamentos broncodilatadores e corticoides inalatórios que são usados para reduzir a inflamação e a dilatação da parede dos brônquios, facilitando a passagem do ar, mas sempre de acordo com a recomendação de um profissional.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Higiene do sono: saiba o que é e veja cinco dicas
A falta de vitamina D durante a gestação está ligada ao desenvolvimento de uma série de doenças na fase adulta
Deixe seu comentário
Pode te interessar