Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Entenda por que Nova York é tão atingida pelo coronavírus

Compartilhe esta notícia:

Nova York ainda é o epicentro da crise

Foto: Reprodução
Casos de coronavírus voltaram a aumentar no país, embora as mortes estejam diminuindo. (Foto: Reprodução)

Quase 160 mil casos confirmados do novo coronavírus no Estado de Nova York, mais do que em qualquer país do mundo, e cerca de 8 mil mortos: por que esse Estado de 19 milhões de habitantes foi mais afetado pela pandemia? Teria sido por ter subestimado o vírus ou por demorar a tomar medidas radicais? Confira algumas das explicações para essas perguntas, 40 dias após a aparição do primeiro caso na maior cidade dos Estados Unidos.

O governador Andrew Cuomo repetiu isso várias vezes. A cidade de Nova York, com uma população de 8,6 milhões de habitantes, é uma megalópole com alta densidade populacional, com mais de 10 mil habitantes por km2. Um terreno propício à propagação de doenças infecciosas. Além disso, milhões usam o transporte público diariamente.

É também um dos principais destinos turísticos do mundo: recebe mais de 60 milhões de turistas por ano. Segundo especialistas americanos em genética, o vírus veio da Europa para Nova York em fevereiro. Um estudo publicado em março pelo blog educacional Clever classificou Nova York como a cidade “mais vulnerável” à epidemia no país, à frente de São Francisco, Washington, Detroit e Miami.

A metrópole se caracteriza por fortes desigualdades socioeconômicas e superlotação em alguns bairros populares de Queens ou Bronx, onde muitos nova-iorquinos sofrem de problemas de saúde e não têm acesso a cuidados médicos. Esses bairros – onde vivem milhões de latinos – são os mais afetados pelo coronavírus. A taxa de infecção no Bronx, por exemplo, é o dobro da de Manhattan (1.273 casos por 100 mil habitantes, contra 611 em Manhattan).

“Com densidade, superpopulação, pobreza, Nova York cumpriu todos os pré-requisitos para apoiar a hipótese de que seria atingido com muita força”, disse Irwin Redlener, professor de saúde pública da Universidade de Columbia.

Em 2 de março, o primeiro caso foi confirmado em Nova York e, no dia seguinte, quando outro foi detectado em New Rochelle, no subúrbio, o governador Cuomo afirmou que a cidade possuía “o melhor sistema de saúde do planeta”. “Não achamos que a situação aqui possa ser tão ruim quanto em outros países”, afirmou.

Após muitas dúvidas, o prefeito Bill de Blasio anunciou o fechamento de escolas públicas, bares e restaurantes em 16 de março. O governador decretou o confinamento e o encerramento de todas as atividades não essenciais uma semana depois, em 22 de março.

Demoraram muito? Especialistas hesitam na hora de criticar. “O prefeito e o governador estavam sob pressão oposta”, disse Irwin. “Alguns pressionavam para fechar escolas rapidamente, outros enfatizaram as consequências econômicas e sociais” da decisão”, acrescentou. “As mensagens eram confusas”.

A Califórnia, o Estado mais populoso do país, é citado muitas vezes como exemplo da rápida reação à epidemia. Na sexta-feira, registrou 20.200 casos e 50 mortes.

“O que é notável é que seis condados da região de São Francisco se uniram em 16 de março para decretar uma ordem de confinamento”, seguido por uma ordem de isolamento em 19 de março, disse Meghan McGinty, especialista em prevenção de desastres na Universidade Johns Hopkins. “Havia verdadeira convergência”, enquanto na região de Nova York cada condado tomava suas decisões descoordenadas, ressaltou.

Seis dias se passaram entre o fechamento das escolas e a ordem de isolamento em Nova York, lembrou. “Em termos de epidemia, seis dias são anos-luz. Podemos dizer que Nova York esperou demais.”

O prefeito e o governador de Nova York vêm lamentando há semanas o atraso inicial do governo Donald Trump em enviar testes aos Estados, ainda insuficientes para saber a verdadeira extensão da pandemia.

Quando as mortes pelo coronavírus superam em muito as dos ataques de 11 de setembro de 2001, que deixaram 2.753 mortes em Nova York, o governador de New Jersey, Phil Murphy, também bastante afetado, pediu uma comissão como a criada após o 11 de Setembro para analisar os erros cometidos.

“Havia sinais de alerta, o que aconteceu?”, questionou Cuomo nesta sexta-feira. “Sem resposta, como podemos garantir que isso não aconteça novamente?” Após o grande número de pessoas afetadas e os milhões sem emprego, “temos uma obrigação moral” de analisar o que aconteceu, disse Meghan McGinty.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Paulo Ricardo Menegaz
11 de abril de 2020 17:13

Clima muuuito mais úmido e frio em NY, maior densidade e turismo muito maior comparado à Los Angeles. Olhem o tamanho da Califórnia em relação ao outro estado. Análise de bauco como dizia meu avô.

Saiba quem é Anthony Fauci, o principal cientista dos Estados Unidos no combate ao coronavírus, que contradiz Donald Trump
Os Estados Unidos já deportaram 10 mil imigrantes durante a pandemia
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x