Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2025
O Ministério de Minas e Energia (MME) reafirmou, recentemente, que não há planos para a volta do horário de verão em 2025 — apesar de especulações.
Suspenso desde 2019, o horário de verão segue “em avaliação permanente”, mas o governo não considera sua retomada necessária no contexto atual do setor elétrico.
Segundo o MME, a medida foi criada com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural ao adiantar os relógios em uma hora.
Essa lógica perdeu força nos últimos anos.
Com o uso crescente de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração, o pico de consumo deixou de acontecer no início da noite e passou para as tardes mais quentes – período em que o horário de verão não traz benefícios ao sistema.
“Como nos últimos anos houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período da tarde, o Horário de Verão deixou de produzir os resultados para os quais essa política pública foi formulada, perdendo sua razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico”, destacou a pasta em nota.
Estudos
Estudos encomendados pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) chegaram à mesma conclusão: os benefícios econômicos do horário de verão já não justificam sua adoção.
“As conclusões obtidas, nestes estudos, convergiram para a constatação de que o horário de verão não mais produzia os resultados esperados de redução de consumo de energia elétrica.”
O ministro Alexandre Silveira tem reiterado que a medida só voltaria a ser considerada em caso de necessidade urgente, como escassez de energia durante períodos de seca.
Atualmente, esse risco não preocupa o governo. O MME afirma que o sistema elétrico está preparado para atender à demanda até fevereiro de 2026, segundo avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
As condições dos reservatórios também são consideradas positivas.
O governo aposta em outras estratégias para garantir a estabilidade da rede elétrica. O CMSE discute ações como:
* aumentar a produção em hidrelétricas importantes, como Itaipu e as do rio São Francisco;
* e reduzir a vazão de usinas no Paraná, quando possível, para preservar os níveis dos reservatórios.
Por isso, o governo avalia que não há necessidade de retomar o horário de verão como medida emergencial.
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òtima notícia. Este “horário de verão” desrregula qualquer organismo.
Boa tarde, sou contra o horrio de veráo, pois para o setor privado é penoso, em ter que levantar muito cedo e dormir muito tarde. Principlamente que tem menores no periodo colegial, e para quem trabalha como vendedor, pois o dia termina muito cedo e fica sem poder fazer nada em hotel, gerando custo para o empregador. Náo tem comprovacao cintifica que melhora a saude da popula;ao só piora, deixa de mau humor ect. Moisés Santos- Carazinho RS