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Futebol Entenda por que o presidente afastado da CBF Rogério Caboclo ainda não apresentou sua defesa em acusação de assédio sexual

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Rogério Caboclo foi afastado do cargo por 30 dias, no dia 6 de junho. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, não deve apresentar ainda a sua defesa a Comissão de Ética da entidade. Os advogados dele tiveram acesso à íntegra da denúncia de assédio apenas na quarta-feira no final do dia e ainda estudam o conteúdo do processo para elaborarem a linha de defesa.

Enquanto Caboclo não se defende, a funcionária que o acusou de assédio prestou depoimento à Comissão nesta semana. Ela foi ouvida na quarta-feira na sede da CBF, onde diz ter acontecido parte dos episódios de assédio.

A denúncia contra ele foi apresentada no dia 4 de junho e Caboclo tem até o fim do mês para entregar a sua defesa a Comissão. Ele foi afastado do cargo por 30 dias, no dia 6 de junho, por decisão da própria comissão.

Caboclo é acusado de ter praticado assédio moral e sexual contra a funcionária, que era sua secretária. Ela acusou Caboclo de causar constrangimento, com perguntas de cunho sexual, como se ela tinha o hábito de se masturbar, e de tentar obrigá-la a comer um biscoito para cães, chamando-a de “cadela”. Sob efeito de álcool, ele teria também a constrangido na frente de diretores da entidade, criando histórias de relacionamentos entre ela e outros funcionários da CBF.

Apoio de dirigentes

Caboclo divulgou nesta sexta-feira (18) um comunicado com críticas ao ex-mandatário da entidade e banido do futebol, Marco Polo Del Nero, e com demonstrações de que tem recebido apoio de dirigentes de federações estaduais e clubes. Del Nero foi um grande entusiasta da chegada de Caboclo ao comando da CBF e agora estaria articulando sua substituição.

“Fica claro o plano arquitetado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, banido do futebol e investigado pela Justiça, que quer tirá-lo (Rogério Caboclo) da presidência para voltar a comandá-la através do seu maior aliado entre os vice-presidentes, até o final do atual mandato”, afirma trecho da nota.

Rogério Caboclo segue preocupado com seu futuro na entidade. Diante das incertezas, a política movimenta os bastidores da CBF. Na quinta-feira, a entidade anunciou a saída de Walter Feldman da secretaria geral. Em seu lugar, assume Eduardo Zebini, que acumula o cargo de diretor de mídia. Feldman já havia sido demitido por Rogério Caboclo, pouco antes da decisão da Comissão de Ética. Porém, foi restituído pelo presidente interino, coronel Antônio Carlos Nunes. Sua permanência, no entanto, durou pouco e agora deixou a posição definitivamente.

Outra preocupação de líderes da CBF é a articulação dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro pela criação de uma liga. Além da organização do torneio nacional, as equipes exigem maior participação no processo eleitoral da entidade, a partir de um redimensionamento dos pesos dados a clubes e federações estaduais e mudança nas exigências mínimas para oficialização de uma chapa para a presidência.

Confira a nota divulgada pela assessoria de Rogério Caboclo:

“O presidente da CBF, Rogério Caboclo, vem recebendo o apoio cada vez maior de presidentes de federações e clubes para o seu retorno ao cargo, na medida em que fica claro o plano arquitetado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, banido do futebol e investigado pela Justiça, que quer tirá-lo da Presidência para voltar a comandá-la através do seu maior aliado entre os vice-presidentes, até o final do atual mandato.” As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

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