Quarta-feira, 14 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2015
Desde a explosão da violência na Síria, em março de 2011, a guerra passou por uma escalada até se converter em um complexo “todos contra todos” entre governo, rebeldes, radicais islâmicos e potências estrangeiras, que só se complicou com a entrada da Rússia no conflito. Com o ataque em Paris (França) que deixou ao menos 130 mortos, o confronto no país árabe atraiu a atenção da opinião pública após o presidente francês François Hollande ter dito que os atentados contra seu país foram planejados na Síria.
Mais de 200 mil pessoas morreram na guerra e, segundo cálculos da Organização das Nações Unidas, há até quatro milhões de refugiados – milhares deles protagonizam a mais recente crise migratória na Europa. As tropas do presidente sírio Bashar al-Assad lutam contra cerca de mil grupos rebeldes, que teriam cem mil combatentes. Alguns com forte tendência extremista e com vínculos com a organização terrorista Al Qaeda. Desde o começo de 2014, entrou em cena o grupo jihadista EI (Estado Islâmico), enfrentando tanto o governo como os rebeldes, sejam eles radicais ou moderados.
Apoio e oposição
Os Estados Unidos opõe-se a Bashar al-Assad e ao EI. Apoia grupos rebeldes considerados moderados e os curdos. Em setembro de 2014, o presidente Barack Obama anunciou sua intenção de “degradar e, em última instância, destruir” o EI. A Rússia é contra o EI e outros rebeldes apoiando al-Assad. O Irã opõe-se ao EI e insurgentes sunitas, apoiando Bashar al-Assad. A Arábia Saudita é contrária ao governo Bashar al-Assad. Apoia rebeldes sunitas. A Turquia opõe-se à Bashar al-Assad e separatistas curdos, apoiando a coalizão liderada pelos EUA e rebeldes.