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Brasil Envolvidos na Lava-Jato julgarão o procurador-geral da República

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Percentual dos senadores que podem complicar a recondução de Janot na CCJ sobe para 74%. (Foto: Reprodução)

Oito dos 13 senadores com inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no âmbito da Operação Lava-Jato, são titulares da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, que irá votar sua recondução para um novo mandato com duração de dois anos.
No total, a CCJ é composta de 27 senadores. Os parlamentares apontados por possível envolvimento em ilícitos na gestão da Petrobras representam quase um terço dos votantes. São eles Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Ciro Nogueira (PP-PI), Benedito de Lira (PP-AL) e Antonio Anastasia (PSD-MG).
Também estão na lista de Janot, mas não são titulares da CCJ os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gladson Cameli (PP-AC), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Ao se considerar a influência que os partidos exercem nos votos dos parlamentares, o percentual dos que podem complicar a recondução de Janot na CCJ sobe ainda mais: são 20 senadores, ou 74% dos titulares da CCJ, os que pertencem a partidos citados na Lava-Jato.
Líderes do Senado avaliam como “bastante provável” que Janot passe pelo crivo da Casa. Mas não será um percurso fácil. Seus métodos deverão ser duramente questionados na sabatina feita pela CCJ, bem como o que senadores chamam de “vazamentos seletivos” de informações relativas às investigações em curso.
Como ainda não há data marcada para a audiência, senadores avaliam que outro fator de tensão pode ser agregado até lá: a possibilidade de Janot oferecer denúncia ao STF contra algum dos votantes, que se tornaram efetivamente réus com a abertura de ação penal.
Incluído na lista de Janot, Calheiros retornou do recesso parlamentar garantindo que dará celiridade à apreciação do indicado à Procuradoria-Geral da República. Foi uma resposta às decorrentes informações, veiculadas na imprensa, de que o presidente do Senado trabalharia nos bastidores para atrasar a votação, tirando Janot da linha de frente das investições provisoriamente.

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