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Mundo Equipe feminina de futebol dos Estados Unidos pede o fim da proibição de se ajoelhar

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Rapinoe é uma das vozes mais ativas do esporte dos EUA em questões sociais. (Foto: Reprodução Twitter/mPinoe)

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pediu à federação de seu país que revogue uma política que proíbe atletas de se ajoelharem durante o hino nacional e peça desculpas aos jogadores e torcedores negros.

A Federação de Futebol dos Estados Unidos (USSF) realizará uma reunião extraordinária para considerar a eliminação da regra, que exige que jogadores “permaneçam em pé respeitosamente durante os hinos nacionais em qualquer evento em que a federação esteja representada”.

Ajoelhar-se virou um símbolo da luta contra a brutalidade policial usado por manifestantes que inundaram as ruas das cidades dos Estados Unidos depois da morte de George Floyd, um homem negro que morreu sob custódia policial em Mineápolis no mês passado.

“A federação deveria imediatamente revogar a ‘Política do Hino’, publicar uma declaração reconhecendo que a política estava errada quando foi adotada e pedir desculpas aos nossos jogadores e torcedores negros”, afirmou comunicado da associação nacional de jogadoras dos Estados Unidos na segunda-feira.

“Além disso, acreditamos que a federação deveria apresentar seus planos de como apoiará agora a mensagem e o movimento que tentou silenciar há quatro anos.”

A Federação de Futebol dos Estados Unidos disse à agência de notícias Reuters em um email que uma votação poderia ocorrer após a teleconferência desta terça-feira ou na sexta-feira na reunião trimestral do conselho executivo.

A política foi implementada em 2017, depois que a jogadora Megan Rapinoe se ajoelhou durante o hino antes de uma partida contra a Tailândia no ano anterior, em gesto popularizado pelo quarterback Colin Kaepernick na NFL.

Campeonato alemão

Os jogadores de Borussia Dortmund e Hertha Berlin se ajoelharam antes do início da partida, pelo Campeonato Alemão, fazendo parte da onda de protestos que tomou conta do mundo inteiro que teve início com o caso de George Floyd, homem negro que foi morto após um policial branco ajoelhar sobre seu pescoço durante oito minutos. A ocorrência foi nos Estados Unidos, mas tomou proporções globais.

Além do protesto em forma de agachamento, fazendo alusão a Colin Kaepernick, alguns jogadores vestiram camisas com mensagens contra a discriminação racial. As vestimentas traziam as palavras “preto”, “branco”, “amarelo” e “vermelho” riscadas. Abaixo, a palavra humano sem ser riscada, em alusão à mensagem de que somos todos iguais. Outras frases diziam “unidos juntos” e “sem justiça, sem paz”.

Campeonato inglês

Depois de a rodada da Bundesliga ter sido marcada por protestos diante da violência contra a população negra, os jogadores do Liverpool resolveram se posicionar antes do treinamento desta segunda-feira. O elenco do atual campeão europeu se reuniu no centro do gramado do Anfield e se ajoelhou, se manifestando após o assassinato de George Floyd.

Atletas como Van Dijk, Firmino e Milner postaram a foto dos jogadores ajoelhados no centro do campo, usando a mesma legenda, “Unidade é força”, com a hashtag #BlackLivesMatter – que vem guiando a onda de manifestações nos Estados Unidos desde a última semana e significa “Vidas negras importam”.

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