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Porto Alegre Equipe realiza cirurgia de implante de suporte cardíaco no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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O HeartMate é um dispositivo mecânico, usado em pacientes com insuficiência cardíaca grave, que é implantado no coração enfraquecido

Foto: Camila Mendes/HCPA

O HCPA  (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) realizou em dezembro de 2022 uma cirurgia de implante de HeartMate 3 em um paciente de 67 anos. O HeartMate é um dispositivo mecânico, usado em pacientes com insuficiência cardíaca grave, que é implantado no coração enfraquecido e ajuda a bombear o sangue.

Com o uso do aparelho, os pacientes podem ter alta hospitalar e retomar a vida com mais qualidade, menos sintomas e limitações da doença, ainda que com cuidados bastante específicos.

A insuficiência cardíaca é uma síndrome grave que afeta muitos pacientes em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 10% das mortes no Brasil. Essa condição ocorre quando o coração enfraquece, prejudicando o fluxo sanguíneo adequado para o corpo.

Embora o transplante de coração seja o principal tratamento para a doença em estágio avançado, ele pode não ser uma opção viável para todos os pacientes devido ao tempo de espera e aos riscos associados à cirurgia. Nestes casos, o HeartMate então se torna a melhor opção terapêutica para alguns pacientes.

O HCPA tem sido um centro pioneiro nesta complexa terapia, sendo o único no Rio Grande do Sul a realizar o implante e seguimento clínico desses pacientes. A instituição está continuamente buscando excelência na prestação desse serviço, que pode mudar a vida de pacientes e familiares, e adicionar, 5 anos ou mais na expectativa de vida destas pessoas.

No entanto, é importante destacar que o custo do dispositivo é alto e que ele não é fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou outros convênios, sendo necessário recorrer a outras fontes de pagamento como projetos filantrópicos. Um destes projetos desenvolvido pelo Hospital Sírio Libanes em São Paulo foi responsável por 5 das 7 cirurgias realizadas em pacientes do HCPA desde 2017.

Embora o procedimento seja complexo e exija uma estrutura robusta e profissionais altamente capacitados, a equipe está se aprimorando cada vez mais para a sua realização e, no acompanhamento dos pacientes em uso do dispositivo.

Para o sucesso do procedimento cirúrgico, foram necessários esforços de diversas áreas e equipes médicas e multiprofissionais em saúde, além das áreas de apoio como logística, suprimentos, materiais, engenharia clínica e Farmácia.

A tendência é que, em um futuro próximo, o HCPA possa realizar essas cirurgias de forma independente, facilitando o processo e disponibilizando esta opção terapêutica para mais pessoas no Rio Grande do Sul.

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