Domingo, 28 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2026
A operação reúne cerca de 130 agentes brasileiros
Foto: ReproduçãoAs equipes brasileiras enviadas para auxiliar no resgate das vítimas dos terremotos na Venezuela concentram os esforços na busca por sobreviventes. A operação reúne cerca de 130 agentes brasileiros, que estão no país desde sexta-feira (26) e atuam em conjunto com equipes internacionais para definir as áreas prioritárias de busca.
As primeiras horas após um desastre são decisivas para salvar vidas. Por isso, a missão brasileira conta com bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel, que auxiliam na localização de celulares de possíveis vítimas sob os escombros.
“A prioridade é encontrar pessoas com vida nos escombros. Sempre que há algum indício de sobreviventes, iniciamos um trabalho cuidadoso para acessar a área, estabilizar as estruturas e realizar o resgate com segurança”, afirmou o chefe da missão brasileira, Armin Braun, em entrevista.
Segundo ele, embora as primeiras 72 horas sejam consideradas as mais importantes nas operações de busca e salvamento, ainda é possível encontrar sobreviventes vários dias após o desastre.
“Já acompanhamos casos de pessoas resgatadas após uma semana ou até dez dias. Se houver acesso à água, um espaço de sobrevivência sob os escombros ou boas condições físicas, as chances aumentam”, disse.
Além das buscas, o Brasil instalou um hospital de campanha para atender vítimas, especialmente após o colapso de unidades de saúde na região afetada, e também presta assistência humanitária em outras frentes.
Braun explicou que toda a operação é coordenada com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsáveis por definir as prioridades de atuação.
Segundo ele, a resposta ao desastre ocorrerá em etapas: após a fase de busca e salvamento, os esforços serão voltados ao atendimento das vítimas, ao restabelecimento dos serviços essenciais e, por fim, à reconstrução das áreas atingidas.
“Pela devastação que vimos, serão necessários alguns meses para restabelecer os serviços essenciais. Já a reconstrução da infraestrutura poderá levar um ano ou mais”, avaliou.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, país que tem fronteira com a Venezuela, informou que dois cidadãos do país — um homem e uma mulher — morreram na tragédia. O governo anunciou que presta assistência consular aos familiares. Segundo familiares, uma das vítimas é Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, moradora do Distrito Federal. Ela vivia havia cerca de dois meses na Venezuela e estava em La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores.
A outra vítima brasileira é o pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. De acordo com a família, ele foi atingido pelo desabamento de uma parede enquanto tentava se proteger com a esposa. Os dois chegaram a ser resgatados, mas Romildo não resistiu.
Na noite de quarta-feira (24), a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2, registrados com menos de um minuto de diferença. Os tremores devastaram áreas do país, provocando o desabamento de prédios e casas em Caracas e em outras cidades. Nas horas seguintes, pelo menos 20 réplicas foram registradas, segundo o governo venezuelano. Os abalos secundários também foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. (Com informações do portal de notícias g1)
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