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Brasil Escândalo de mensagens anti-PT no WhatsApp constrange o Tribunal Superior Eleitoral

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O escândalo do disparo de mensagens anti-PT nas redes bancado por empresas de forma ilegal e a disseminação generalizada de fake news nas eleições já está causando constrangimento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que não consegue responder ao fenômeno. Em meio à confusão, magistrados acusam a presidente do TSE, Rosa Weber, de pouco jogo de cintura ao lidar com a situação e com os próprios colegas. A informação é de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Na quarta (17), Rosa fez reunião com os representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e convidou apenas dois ministros para o encontro: Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, que são também, como ela, integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os outros magistrados, que integram também outros tribunais ou que representam a advocacia, foram preteridos.

Um deles afirmou à coluna, sob a condição de anonimato, que Rosa revelou preconceito e que “não existem castas de ministros no TSE”. O barco, se um dia afundar, diz ele, leva todos os magistrados juntos.

Um outro diz que ficou perplexo com o fato de ela nem sequer convidar os magistrados responsáveis por analisar processos de propaganda eleitoral para o encontro.

PT diz que TSE prometeu resposta

Após reunião com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, representantes do PT afirmaram que o tribunal deverá dar uma resposta ao pedido de investigação apresentado pela campanha do partido contra o suposto uso ilegal do aplicativo WhatsApp a favor de Jair Bolsonaro (PSL), candidato a presidente da República.

A campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência entrou com uma ação no TSE na quinta-feira contra a campanha de Bolsonaro por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. O partido também pede que empresas acusadas de envolvimento em um suposto esquema ilegal de propaganda contra o PT no WhatsApp sejam investigadas.

A ação está sob a responsabilidade do corregedor do TSE, ministro Jorge Mussi.

Segundo o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e representante da chapa do PT, a presidente Rosa Weber afirmou que iria pedir que Mussi julgasse ainda nesta sexta o pedido do partido.

As suspeitas sobre financiamento ilegal da campanha de Bolsonaro por empresas que apoiam sua candidatura foram reveladas por reportagem da Folha de S.Paulo publicada na quinta-feira.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a disseminação de fake news, notícias falsas divulgadas intencionalmente, podem ter influenciado o resultado do primeiro turno.

“Nós estamos numa situação muito diferenciada que pode levar, e levou no primeiro turno, não tenho dúvidas disso, à indução do voto do eleitor por uma fábrica de mentiras”, disse.

Gleisi disse que o partido confia na condução das eleições pelo TSE, mas está preocupado com a rapidez na resposta às fake news.

“Em primeiro lugar quero deixar claro aqui o respeito que nós temos ao Tribunal Superior Eleitoral, ao sistema que o tribunal tem das urnas eletrônicas, não há nenhum questionamento sobre isso, o tribunal tem uma lisura grande no tratamento das eleições”, disse.

“Dito isso, saio muito preocupada da reunião que nós tivemos sobre as condições do tribunal de enfrentar essa nova situação pela qual está passando o processo eleitoral brasileiro, ou seja, a fabricação de notícias falsas e mentirosas e a disseminação no submundo da internet”, afirmou a senadora.

Caso o TSE dê seguimento à ação e entenda que houve irregularidade na campanha, isso pode levar à perda do mandato se Bolsonaro sair vencedor do segundo turno das eleições, no dia 28 deste mês.

Além da reunião com Gleisi, Rosa Weber recebeu na tarde desta sexta uma carta de 24 advogados pedindo que o TSE aceite a ação proposta ontem pela candidatura de Haddad, que requer a investigação do esquema de propaganda que seria ilegal.

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