Domingo, 25 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de janeiro de 2026
A oposição ao governo do Distrito Federal apresentou na sexta-feira (23) um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) após ele ser mencionado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal (PF). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, em depoimento no dia 30 de dezembro, Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com Ibaneis sobre a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e citou também que o governador já esteve em sua casa. O governador – que é o primeiro político citado por Vorcaro nas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal – afirmou ao Estadão que esteve apenas uma vez na casa do empresário. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando o conheci. Entrei mudo e saí calado.”
O documento foi protocolado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) por parlamentares do PSB, PSOL e Cidadania.
O rombo do BRB é estimado em R$ 4 bilhões. A PF e o Ministério Público Federal apontaram indícios de que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao banco estatal.
De acordo com informações da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou em conversas recentes que a gestão local dê um socorro financeiro ao BRB, que pode sofrer uma intervenção do BC.
O governo do Distrito Federal avalia fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB), montar um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo distrital ou oferecer garantias para que o BRB busque um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e cubra possíveis prejuízos com o Master.
O Banco Central enviou ofício ao BRB determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o seu balanço, depois de ter se envolvido em um processo de compras de carteiras de crédito falsas do Banco Master.
O BRB disse ao jornal O Estado de S. Paulo que as três medidas estão em estudo e todas exigem aprovação da Câmara Legislativa. O FGC não comentou sobre a possibilidade de empréstimo e o governo do DF não se pronunciou.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, os recursos para o BRB poderão vir do governo do Distrito Federal ou de outras negociações, como a venda de uma carteira de empréstimos com garantias da União negociada com os bancos Itaú e Bradesco.
O aporte governamental já estava na mesa, mas uma nova opção começou a ser discutida e considerada mais benéfica por auxiliares de Ibaneis: o BRB buscaria um empréstimo por meio de uma linha de liquidez do FGC oferecendo ativos do governo do DF como garantia.
O FGC possui um Fundo de Resolução para oferecer assistência e suporte financeiro aos bancos associados, como é o caso do BRB. Os deputados distritais precisariam aprovar a concessão desse aval. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.