Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2026
A operação ocorreu em Pernambuco, em São Paulo, na Paraíba e no Distrito Federal
Foto: PF/DivulgaçãoA Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nessa quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no portal de notícias g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões.
Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas).
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba.
Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações:
* Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB)
* Master Prev
* Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP)
* Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP)
Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema.
Os mandados foram cumpridos contra os seguintes investigados:
Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; e Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação.
Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a “honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro”.
“Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados – tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais”.
A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Descontos ilegais
O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal (PF). De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.
O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.
A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias.
Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão – os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. (Com informações do portal de notícias g1)
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Nós já pagamos os prejuízos dos aposentados agora só falta prender e devolver o dinheiro quem roubou , mas estou acreditando que não vai ocorrer isso .
Já prenderam o Lulinha??
Eis as perguntas: Quais provas? Quando o chamaram para a audiência?
Mas bah tchê, o lulinha é um santo para jumentada 🤣🤣🤣