Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de novembro de 2015
A RAN (Academia de Ciências da Rússia) acusou a Nasa (agência espacial americana) de ter anunciado uma descoberta quando esta já tinha sido comunicada por cientistas soviéticos dezenas de anos atrás.
Segundo os especialistas russos, a revelação em questão, sobre a perda de água e da atmosfera do planeta vermelho, não pertence à Nasa, informou o site analítico What They Say About USA (O que Dizem sobre os EUA).
A descoberta foi anunciada no início do mês e tinha a ver com o desaparecimento da atmosfera, mas os cientistas russos, inclusive Oleg Weisberg, o pesquisador-chefe do Laboratório de Vento Solar, declaram que essa não é nada mais do que uma leitura da avaliação originalmente feita pelas estações interplanetárias da Rússia.
Segundo Weisberg, as estações soviéticas Mars 2,3 e 5 foram as primeiras a estudar a atmosfera de Marte. Nos anos 1970, foi descoberta a atmosfera magnética de Marte e foi registrado o fluxo de íons atmosféricos trazidos pelo vento solar.
Graças à Mars 5, os cientistas estabeleceram sucessivamente que a velocidade da perda de materiais da atmosfera atinge um quarto de quilo por segundo, declarou o pesquisador chefe do Laboratório de Vento Solar. E todos os resultados foram experimentalmente confirmados ainda em 1988.
Nave americana.
Dados da sonda americana Maven, divulgados como inéditos, mostram que quando tempestades solares bombardeiam a atmosfera marciana de partículas, ela perde volumes até 20 vezes mais rápido do que o normal. Os cientistas acreditam que o planeta vermelho já teve uma atmosfera tão densa quanto a Terra – ou até mais densa –, o que criava condições para um ambiente mais quente que o atual, com água líquida em abundância. Isso permitiu a criação de vales escavados por rios, por exemplo.
Além disso, ao verificar que os ventos solares aumentam muito a velocidade de perda de atmosfera de Marte, os cientistas levantaram a possibilidade de que, no passado, quando o Sol era mais jovem e mais ativo, esse ritmo de “dilapidação” pode ter sido muito mais acelerado.
Os comentários estão desativados.