Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
Após um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) atendido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), foi preso no Rio de Janeiro o espanhol Joseba Gotzon Vizán González, acusado de integrar a organização terrorista ETA e de ser autor de uma tentativa de homicídio contra um policial no país europeu.
O militante aguardará o julgamento do pedido de extradição feito pelas autoridades de Madri em janeiro de 2013 e cuja tramitação estava suspensa no Ministério da Justiça, conforme determina a lei, por causa do requerimento de refúgio feito por González.
O pedido de refúgio foi negado ao espanhol, em caráter definitivo, no dia 19 de abril. Menos de 24 horas depois, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu a prisão preventiva do acusado, para fins de extradição, e conversou diretamente com o ministro-relator do processo, Edson Fachin, explicando a relevância do caso.
A Secretaria de Cooperação Internacional da PGR acompanhou o procedimento e promoveu uma reunião com a Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, a fim de pedir o indeferimento da solicitação de refúgio de Joseba Vizán González. O motivo é que os pedidos de extradição só podem ser processados após o encerramento desse tipo de procedimento, de acordo com o previsto pela legislação brasileira.
Depois de deferida pelo Supremo, a representação da Interpol no Rio de Janeiro cumpriu a ordem de prisão e o espanhol foi então encaminhado a uma cela na Cadeia Pública Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
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