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Economia Especialistas recomendam cuidado ao consumidor na hora de usar o rotativo do cartão de crédito, com juros em 409% ao ano

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Acumular parcelas nunca é um bom caminho, isso deixará sua fatura carregada. (Foto: Reprodução)

Os juros do rotativo do cartão de crédito bateram 409,3% ao ano em 2022, informou o Banco Central na sexta-feira (27). No fim de 2021, eram de 347,4% — salto de 61,9 pontos porcentuais no ano. Especialistas explicam qual o impacto desse aumento na vida do consumidor e o que ele pode gerar.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, a taxa de juros ultrapassou a marca de 180% (dado revisado) para 182,4% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 100,5% (dado revisado) para 94,1%. Em dezembro do ano anterior, as taxas eram de 168,4% e 63,6%.

O professor de economia da FGV Alberto Ajzental explica que o juro rotativo é cobrado quando a pessoa não quita integralmente o valor da fatura. Com isso, automaticamente ela vira uma dívida. Para o consumidor não ficar inadimplente, é necessário pagar o mínimo da fatura.

“Se você possui uma fatura de R$ 1 mil e paga somente o mínimo que é 10% – no caso R$ 100 –, os juros de 409,3% ao ano entram sobre os R$ 900 que faltam. Ao mês, essa taxa ficará perto de 30%, o que significa R$ 270. Ou seja, no próximo mês a fatura será de R$ 1.170. Esse valor final deverá ser parcelado sobre uma taxa de 200% ao mês”, explica Ajzental.

Para o professor, o cartão de crédito é apenas uma ferramenta que deve ser utilizada para organizar as contas, pois ele transforma uma série de boletos em um único pagamento mensal. Ajzental explica que ele não deve ser usado como um auxílio para o pagamento das contas do dia a dia.

“Não se deve usar o cartão de crédito e o cheque especial para ‘organizar’ as contas do dia a dia, como luz e água. Porque se hoje a pessoa já não consegue pagar as contas básicas, depois de recorrer ao cartão ou ao cheque especial, ela terá mais uma parcela, uma despesa de empréstimo. E então começa a famosa bola de neve”, esclarece.

De acordo com a economista Tayná Carneiro, CEO da Future Law, com o aumento expressivo dos juros no rotativo, é importante que as pessoas fiquem atentas ao gerenciar o orçamento e evitem o endividamento.

“A taxa de juros de mais de 400% para o rotativo do cartão de crédito pode impactar negativamente a vida financeira das pessoas. Isso inclui aumento da dívida, estresse financeiro, dificuldade em obter empréstimos futuros e menos dinheiro disponível para gastos importantes. É importante que as pessoas tomem medidas para gerenciar suas dívidas e evitar taxas de juros tão altas”, aconselha. As informações são do jornal O Dia.

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