Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2015
O grupo radical muçulmano EI (Estado Islâmico) funciona como uma corporação bem-administrada, que detém o monopólio do petróleo em uma área com mais de 12 campos de exploração, só faz negócios em dinheiro e vive de extorquir os clientes. Ao contrário da Al Qaeda no apogeu, que dependia pesadamente de doações de milionários estrangeiros, a organização extremista é autossuficiente e possui um portfólio de atividades muito variado.
O principal negócio do EI é o petróleo. O grupo detém 60% da produção de óleo da Síria e controla cerca de 12 campos de extração em territórios sírio e iraquiano. Segundo estimativas de traders, analistas e do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, o óleo rende 2 milhões de dólares diários aos radicais. Mas quem compra a produção roubada?
Todo mundo, até o governo do ditador sírio Bashar al-Assad, inimigo do EI. A população na Síria, os curdos que controlam o Norte do país, o governo Assad, a oposição, todos dependem do petróleo dos extremistas. E muita gente o transformou em um grande negócio: adquirem com deságio o combustível do EI e o contrabandeiam a preço barato para a Turquia. (Folhapress)
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