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Mundo Estados Unidos e Venezuela retomam voos comerciais após sete anos de suspensão

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Aeronave da American Airlines partiu de Miami com destino a Caracas, transportando jornalistas e autoridades. (Foto: Reprodução)

Os voos comerciais entre os Estados Unidos e a Venezuela foram retomados nessa quinta-feira (30) após sete anos, com um voo da American Airlines que saiu de Miami para Caracas. O avião transportou jornalistas e autoridades do governo.

A companhia aérea americana retoma sua operação diária para o país, com voos operados pela Envoy, sua subsidiária regional. A empresa planeja adicionar um segundo voo diário a partir de 21 de maio.

O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, revogou em janeiro uma ordem de 2019 que proibia companhias americanas de voar para a Venezuela, após determinação do presidente Donald Trump. Em março, aprovou o pedido da American Airlines.

A ministra dos Transportes da Venezuela, Jacqueline Faria, celebrou a retomada das viagens. “É um prazer receber esses voos porque significam conectividade, o que por sua vez significa desenvolvimento e produtividade”, disse ela na cerimônia de recepção no aeroporto de Maiquetía, perto de Caracas, pouco antes do pouso.

Ela estava acompanhada pelo encarregado de negócios dos EUA, John Barrett. Faria afirmou que a Venezuela espera receber cerca de 100 mil passageiros por ano —cerca de 7.200 a 8.000 por mês— com a retomada dos voos.

“Hoje marca outro marco histórico nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela. Estamos testemunhando a reconstrução de nossos laços econômicos”, disse Barrett. “Hoje estamos enviando mais um sinal claro aos mercados globais de que a Venezuela está novamente aberta para negócios.”

A Administração de Segurança no Transporte (TSA) esteve em Caracas em março para revisar os procedimentos de segurança aeroportuária. A American Airlines, que começou a operar na Venezuela em 1987, era a maior companhia aérea dos EUA no país antes de suspender o serviço em 2019 após a proibição americana.

O Departamento de Estado retirou a Venezuela da lista “não viajar” para americanos em março, emitindo um aviso menos severo de “reconsiderar viagem”, citando riscos relacionados a crime, sequestro, terrorismo e infraestrutura de saúde precária.

A American anunciou planos para retomar o serviço semanas após a operação dos EUA que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Desde então, a líder interina Delcy Rodríguez tem atuado sob a tutela de Trump.

Washington e Caracas avançaram na retomada das relações, que tinham sido rompidas em 2019, e a Venezuela abriu a sua economia. (As informações são da Folha de S.Paulo)

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