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Geral Estados Unidos entregam armas a Israel, e Hamas diz que ajuda é “agressão” a palestinos

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O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que “ajuda adicional chegará aos militares israelenses e mais virá nos próximos dias”. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos começaram a enviar ajuda militar a Israel e a deslocar a sua força naval para mais perto do Mediterrâneo após os ataques ao país pelo grupo extremista armado Hamas no sábado (7). No domingo (8), o Hamas equiparou a ajuda dos EUA a Israel a uma “agressão” aos palestinos. “O anúncio dos EUA de que fornecerão um porta-aviões para apoiar a ocupação (de Israel) implica uma participação real na agressão ao nosso povo”, declarou o grupo em comunicado.

Em ligação no domingo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que “ajuda adicional chegará aos militares israelenses e mais virá nos próximos dias”, de acordo com um comunicado de imprensa da Casa Branca.

Biden prometeu “apoio total ao governo e ao povo israelense após os ataques horríveis e sem precedentes dos terroristas do Hamas”. O primeiro pacote de ajuda militar “começará a ser enviado hoje (domingo) e chegará nos próximos dias”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, em comunicado.

Austin disse também ter ordenado que o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior navio de guerra do mundo, se dirigisse ao Mediterrâneo oriental a partir do Mar Jônico, onde estava localizado.

A Força Aérea americana também aumentou o envio de seus caças para a região, continuou o secretário. “Os Estados Unidos mantêm as suas forças preparadas globalmente para reforçar a postura de dissuasão, se necessário”, sublinhou.

O Departamento de Estado dos EUA confirmou, nessa segunda-feira (9), a morte de 9 americanos nos ataques terroristas do Hamas a Israel. O porta-voz do departamento, Matthew Miller, disse em entrevista à rede CNN que o governo ainda não sabe se há americanos mantidos reféns pelo grupo na Faixa de Gaza.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou, no domingo, à CNN ter recebido vários relatos de cidadãos americanos que foram mortos ou estão desaparecidos após os ataques.

“Temos relatos de que vários americanos foram mortos. Estamos fazendo hora extra para verificar isso”, disse Blinken. “Há relatos de americanos desaparecidos”, completou.

Blinken classificou a ofensiva-relâmpago terrorista impetrada pelo grupo extremista armado como o pior ataque desde a Guerra do Yom Kippur de 1973. O episódio, que aconteceu em 6 de outubro de 1973 durante o feriado judaico do Yom Kippur (Dia do Perdão), é considerado o evento mais traumático da história de Israel. Na época, uma coalizão de países árabes, liderados por Egito e Síria, atacou forças israelenses na região do Deserto do Sinai e nas Colinas de Golã, territórios anexados à força por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

“Mas há uma diferença fundamental: aquela foi uma guerra de Estado para Estado, de país para país, de exército para exército. Este é um ataque terrorista em massa que está matando civis israelenses em suas cidades e casas”, avaliou Blinken. “Como vimos tão graficamente, eles estão literalmente arrastando pessoas pela fronteira com Gaza, incluindo um sobrevivente do Holocausto em uma cadeira de rodas, mulheres e crianças. Você pode imaginar o impacto que isso está tendo em Israel e o mundo deveria estar revoltado com o que está vendo.” As informações são do jornal O Globo.

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