Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral “Estamos fortes para contar tudo. Obrigada, Brasil”, diz brasileira que ficou presa na Alemanha por causa de malas trocadas por bagagem com drogas

Compartilhe esta notícia:

Brasileiras ficaram presas por mais de um mês na Alemanha após terem suas malas trocadas por bagagem com drogas. (Foto: Reprodução)

As goianas Kátyna Baía e Jeanne Paolini, soltas após mais de um mês presas na Alemanha, disseram se sentir fortes e prontas para contar ao Brasil tudo o que aconteceu com elas no período em que estiveram detidas em Frankfurt. Em entrevista à Record TV, Kátyna agradeceu à população brasileira pela “generosidade”, e disse que elas receberam energia positiva para se manterem firmes na prisão.

“Estamos muito fortes para contar para vocês tudo o que se passou conosco aqui. Obrigada por tudo, Brasil. Temos simplesmente muita gratidão por toda a generosidade e orações que vocês nos mandaram. Essa energia chegou até nós. Ficamos firmes aqui”, disse a personal trainer.

As brasileiras foram presas após terem suas malas trocadas no aeroporto de Guarulhos e trocadas por outras com 40 kg de cocaína. Elas foram liberadas nesta terça-feira. A advogada Chayane Kuss, que defendeu as goianas na Alemanha, comemorou a iniciativa do Ministério Público alemão de, segundo ela, representar diretamente ao presídio feminino pela libertação.

De acordo com ela, o caso é inédito na justiça alemã.

“É uma notícia maravilhosa, as brasileiras Kátyna e Jeane foram liberadas, o próprio Ministério Público, assim como era a nossa estratégia, pediu a soltura delas e elas devem sair do presídio a qualquer momento”, comemorou. “É realmente inédito isso, a forma e a rapidez como aconteceu, e estamos felizes que a estratégia funcionou, porque não tem precedente na Alemanha comparado com essa situação em que o Ministério Público não somente tutele, peça pela inocência das acusadas, mas que também venha diretamente ao presídio com um pedido de soltura.”

Ação criminosa

Ao longo do último mês, o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt, na Alemanha, afirma ter realizado visitas consulares às nacionais no presídio, além de ter conduzido gestões junto às autoridades carcerárias e judiciárias locais para acompanhar o trâmite legal.

Ao serem abordadas, as brasileiras disseram não saber a origem da cocaína em suas malas e alegaram que as bagagens não eram delas. Segundo a Polícia Federal, “há uma série de evidências que levam a crer, de fato, que não há envolvimento delas com o transporte da droga, pois não correspondem ao padrão usual das chamadas ‘mulas do tráfico’”.

O caso foi elucidado pela Polícia Federal brasileira, que teve acesso a câmeras de segurança do Aeroporto de Guarulhos, que flagram o momento em que membros da quadrilha trocam as etiquetas das malas de Kátyna e Jeanne, que são casadas há 12 anos e pretendiam passar 20 dias de férias na Europa.

Após enviar farto material probatório às autoridades alemãs, incluindo mais de 200 horas de filmagens do aeroporto, o Ministério Público local concluiu que, de fato, as brasileiras foram presas injustamente e entrou com um pedido direto de liberação das duas, que deverá ser cumprido a qualquer momento. A família delas já estava a caminho da Alemanha quando recebeu a boa notícia. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Reforma trabalhista foi “tragédia para formalização do trabalho”, mas não deve ser revogada, diz ministro
Comitê olímpico nega que professora de vôlei que chicoteou entregador tenha feito parte de seu quadro de colaboradores
Pode te interessar