Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2023
A oposição venezuelana elegeu na quinta-feira a deputada Dinorah Figuera como nova presidente da Assembleia Nacional eleita em 2015, em substituição a Juan Guaidó, que muitos governos reconheciam como presidente legítimo da Venezuela, informou a agência “Associated Press”.
Com a mudança, Figuera terá a atribuição de controlar os ativos do país retidos no exterior que custeavam até a semana passada a estrutura burocrática do autoproclamado “governo interino”.
Ao votar o fim do “período interino”, os deputados propuseram a criação de uma comissão encarregada de administrar os ativos estatais no exterior, mantendo os conselhos específicos para isso de representantes do Banco Central da Venezuela e da estatal petroleira PDVSA, que controla a Refinaria Citgo.
Estima-se que a Venezuela tenha em torno de US$ 3 bilhões em ativos retidos no exterior.
Alguns deputados eleitos em 2015 alertaram que, sem o governo interino — que vigorava desde 2019 —, o patrimônio estaria em risco.
Os Estados Unidos — país que não reconhece Nicolás Maduro como presidente legítimo, mas negocia com ele o levantamento de sanções ao petróleo venezuelano — ratificaram na terça-feira seu apoio à Assembleia Nacional de 2015, considerando-a a “última instituição democrática que resta na Venezuela”.
Washington reconhece seu apoio ao acordo da oposição para estender o mandato da Legislatura de 2015, informou o Departamento de Estado. Isso inclui a decisão de acabar com a figura do governo Executivo interino.
Os Estados Unidos manterão a coordenação com seu ex-líder Juan Guaidó “e outros indivíduos com ideias semelhantes”, disse a Casa Branca na quarta-feira.
Questionado se Washington ainda reconhece Guaidó como presidente interino, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que não queria “entrar em hipóteses” e prometeu que os Estados Unidos iriam “coordenar com ele e outros membros com ideias semelhantes” da legislatura da oposição.
A Assembleia Nacional eleita em 2015 com maioria opositora continua funcionando simbolicamente, apesar de seu mandato ter terminado em 2021. Seus membros, muitos deles no exílio, não reconhecem como legítimas as eleições de 2020 nas quais a Assembleia Nacional foi renovada e Maduro recuperou o controle. As informações são do jornal Valor Econômico e da agência de notícias Reuters.
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