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Variedades Estimulação Cognitiva: como desafiar o cérebro acelera o aprendizado

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Estimulação cognitiva na infância auxiliar a desafiar o cérebro e pode ajudar a criança a aprender melhor desde cedo. (Foto: Reprodução)

A infância é uma fase de intenso desenvolvimento cerebral e as experiências vividas nessa etapa ajudam a construir habilidades que serão utilizadas ao longo de toda a vida. Por isso, oferecer às crianças oportunidades para pensar, criar, testar hipóteses e resolver problemas pode ser mais importante do que simplesmente antecipar conteúdos escolares.

O que é estimulação cognitvia

É nesse contexto que entra a estimulação cognitiva, conjunto de atividades que mobilizam habilidades como atenção, concentração, memória, raciocínio lógico, criatividade e flexibilidade cognitiva. Na prática, ela pode acontecer por meio de jogos, desafios, brincadeiras, histórias e atividades que tirem a criança do piloto automático.

“Não é preciso que seja um ambiente excepcional para desenvolver o cérebro, nem de ambientes artificialmente enriquecidos. O que é preciso é que nos primeiros anos de vida as crianças convivam com adultos e outras pessoas que lhes assegurem afeto, num ambiente de segurança, e lhes apresentem estímulos que lhes permitam interagir com outras pessoas e com o mundo que as cerca”, explica Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera – Estimulação Cognitiva.

Mais do que brincar, experimentar

Um jogo de estratégia pode exigir planejamento. Uma brincadeira de memória trabalha a capacidade de recordar informações. Um quebra-cabeça mobiliza raciocínio e percepção. Já uma atividade com mais de uma solução possível pode estimular a criatividade e a flexibilidade para mudar de estratégia.

O valor dessas experiências está justamente no desafio. Para a especialista, estimular o cérebro não significa transformar a infância em uma sequência de exercícios ou cobranças de desempenho. O objetivo é criar experiências que despertem curiosidade e façam a criança participar ativamente do processo de aprendizagem.

“Até mesmo para aprender, precisamos criar um caminho dentro do nosso cérebro. Não basta apenas aplicar a matemática, o português ou o inglês, é preciso treinar esse cérebro para que ele consiga responder ao que aprende”, completa.

A estimulação cognitiva, portanto, não substitui a escola nem o brincar livre. Ela pode atuar como complemento, oferecendo à criança diferentes oportunidades para pensar, experimentar, errar, tentar novamente e descobrir novas formas de resolver problemas – habilidades que vão muito além da sala de aula.

 

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